ANÁLISE: Intel Core i5-2500K

ANÁLISE: Intel Core i5-2500K
Depois do review do Core i7 2600K, a Adrenaline apresenta agora a anÁlise de mais um processador da nova geração Sandy Bridge preparado para overclock, o Core i5 2500K.

Assim como o seu "irmão maior", o 2500K é voltado para o segmento de alto desempenho, sendo um verdadeiro sonho de consumo para os overclockers hardgamers e entusiastas de plantão, uma vez que seus multiplicadores vêm totalmente destravados de fÁbrica.

Trata-se de um "diferencial" bastante apreciado pelo mercado consumidor, uma vez que este tem a clara sensação de estar adquirindo um produto que vale muito mais do que o seu preço real, ou seja, com excepcional custo x benefício. A iniciativa da criação da série "K" foi tida por muitos, como uma clara resposta à linha Black Series da AMD, também composta por processadores sem "impedimentos" aos overclocks mais arrojados.

O grande "segredo" da linha "K", que permite a essas CPUs aceitarem um alto potencial para o overclock, estÁ no seu processo da fabricação. Tais peças foram as que obtiveram os melhores índices de aproveitamento em sua produção (termo conhecido como yields wafers). Desse modo, bastou apenas a Intel retirar a "trava" para que estes aceitem altíssimas frequências de operações.

Para quem ainda não sabe, a linha Sandy Bridge conta com uma série de novidades, dentre as quais uma nova micro-arquitetura mais refinada em 32nm, além de ser o primeiro chip a integrar no mesmo die, processador, controlador de memória e GPU (mais conhecida como APU) – aumentando assim a eficiência no consumo de energia, bem como das inter-conexões.

A nova família de processadores da Intel conta ainda com o suporte às tecnologias proprietÁrias Insider, Quick Sync Video, InTru 3D Technology, Clear Video HD e uma nova versão do recurso Intel Wireless Display (WiDi), que agora adiciona a resolução de 1080p HD e proteção de conteúdo para aqueles que desejam reproduzir conteúdo HD Premium do notebook em suas TVs.

Outro grande destaque na geração Sandy Bridge estÁ no chip grÁfico (Intel HD 2000 e 3000). De acordo com a Intel, a nova GPU é capaz de prover uma performance até 2 vezes maior do que os Core ix 600/500 (Clarkdale).

Por falar em desempenho, como forma de garantir fôlego extra, a Intel aprimorou as tecnologias Turbo Boost e Hyper-threading nos Sandy Bridges. Segundo a companhia, a nova geração é até 60% mais veloz que os atuais processadores quad cores para laptops.

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De acordo com a Intel, serão lançados 29 modelos de CPUa Sandy Bridges ao longo de 2011 sob as chancelas Core i3, i5, e i7 – divididos em versões para desktops e portÁteis – reforçando a importância da nova geração para as pretensões da Intel.

{break::Arquitetura Sandy Bridge} Em 2007, a Intel revelou ao mundo o seu modelo de atualização tecnológica, chamado "Tick-Tock", como demonstração da dedicação que a companhia tem em continuar a manter-se no topo da inovação no que diz respeito ao refinamento do processo de fabricação de seus processadores.

O período "Tick" é marcado pela migração para uma nova litografia de uma arquitetura pré-existente (como por exemplo, ao migrar dos 65nm para 45nm e depois para 32nm, e assim sucessivamente), enquanto que a fase "Tock" é conhecida pelo desenvolvimento de uma nova microarquitetura de processadores, mantendo o atual processo de fabricação.

(Modelo Tick-Tock)

O grande salto da Intel aconteceu em 2008, quando a companhia saiu da macro arquitetura Core (Merom/Penryn) para a Nehalem, com o advento dos Core i7 (codinome Bloomfield), que representaram a próxima etapa da tecnologia de núcleos múltiplos para a companhia, maximizando de forma inteligente o desempenho para atender à crescente carga de trabalho dos usuÁrios. Com projeto totalmente novo para beneficiar-se do processo high-k de 45nm, os Nehalems liberaram desempenho de processamento paralelo, habilitado por uma controladora de memória integrada e pela tecnologia Intel QuickPath, proporcionando interconexões de alta velocidade para cada núcleo de processamento.

Em seguida, a companhia introduziu uma espécie de segunda geração da microarquitetura Nehalem, chamada Westmere, trazendo como grande novidade uma plataforma global de menor custo para o usuÁrio, com a introdução de um novo padrão de pinagem para as CPUs, o LGA 1156, além dos chipsets P55/P57

Seguindo a sua estratégia, eis que em 2011, a Intel apresenta a micro arquitetura SNB, composta inicialmente pelos processadores Sandy Bridge com litografia em 32nm (fase Tock), para que no futuro (cogita-se em final de 2011- início de 2012) lance as CPUs Ivy Bridges (fase Tick), trazendo como grande diferencial, um processo de fabricação mais refinado (22nm), possibilitando assim a produção de processadores com clocks ainda maiores (provavelmente na casa dos 4Ghz), além de opções com mais núcleos/threads (8/16 e  12/24).

Por se tratar de uma CPU pertencente à fase Tock, o Sandy Bridge é, portanto um produto que traz algumas novidades em relação a geração anterior. A principal mudança na arquitetura talvez seja o fato do processador possuir em seu die, uma unidade de processamento grÁfico. Trata-se do conceito chamado de APU (Accelerated Processing Unit, ou Unidade de Processamento Acelerado), do qual iremos abordar um pouco mais adiante, na seção sobre o Intel HD Graphics 3000.

Die Sandy Bridge

Outra grande novidade estÁ no modo das execuções/predisposições das tarefas a serem processadas. Os núcleos de processamento primÁrio da geração Sandy Bridge contam com melhorias para aumentar o desempenho e a eficiência, como é o caso do cache UOP decodificado, que permite que a parte principal da descodificação tradicional desligue-se quando não seja requisitado. Apesar de parecer algo sem relevância, esta "simples" novidade além de reduzir o consumo de energia, diminui ainda a latência e sustenta uma maior largura de banda para o UOP. Além disso, o "branch predictor" também vê melhora no desempenho global e na eficiência energética.

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Como forma de melhorar o paralelismo de nível de instrução, a Intel utilizou um novo Arquivo de Registro Físico no SNB, ao invés do Arquivo Reformado centralizado que mantém uma única cópia de cada pedaço de dados e que não necessita de movimento ou embaralhamento após o cÁlculo. Isto permite que o processador tenha um aumento no tamanho do buffer de cerca de 33%, além de ser uma peça chave para o conjunto de instruções  Advanced Vector Extensions  (AVX).

O recurso AVX da Intel amplia as instruções de ponto flutuantes SSE definidas para 256 bits e inclui novas operações para aumentar a vetorização de dados. Isso permite que a segunda geração dos processadores Intel Core ix potencialmente dobre as operações de ponto flutuante por segundo, mantendo o consumo de energia e de uma forma não-destrutiva para os conjuntos de implementações de instruções anteriores.

Um novo cluster de memória na arquitetura Sandy Bridge provê três acessos de dados (duas solicitações de leitura e um pedido de armazenamento) por ciclo, em contraste aos dois por ciclo da geração anterior. Este novo cluster de memória é uma das condições obrigatórias para manter as instruções AVX supridas com dados para processamento.

O agente de sistema da arquitetura Sandy Bridge mantém a funcionalidade do "uncore" presente na geração Nehalem, mas também acrescenta e melhora em muitos os seus aspectos. Esta parte do processador é responsÁvel pela controladora de memória, a integração PCI Express, o gerenciamento de energia, o último nível da memória cache e pela completamente nova interconexão ring bus.

A nova interconexão baseada no ring bus é utilizada para comunicação entre os núcleos do processador, o processador grÁfico, o cache L3 e o domínio do agente do sistema. A nova interconexão é composta de quatro anéis/rings: um de 32 bytes de dados, um de pedido, um de reconhecimento e um para bisbilhotar. O ring bus é totalmente estratificado e roda com relação à freqüência do núcleo e da tensão, significando que a largura de banda pode ser dimensionada assim como o número de núcleos são.

HÁ inúmeras vantagens na utilização de uma arquitetura ring bus (barramento em anel) nos processadores Sandy Bridge. A primeira delas é o espaço, uma vez que o barramento utiliza uma pequena Área do die do processador. O enorme fio de roteamento é executado sobre o último nível de cache (LLC). O anel é capaz de sempre escolher o caminho mais curto entre dois pontos de entrada como forma de minimizar a latência entre as comunicações a arbitragem distribuída, com o protocolo do ring tratando de toda a coerência, da sistematização e das interfaces.

A memória cache presente no LLC (ou seja, o de nível L3) é a interface entre o núcleo/grÁfico/mídia e ring, bem como entre o controlador de cache e o anel. HÁ um canal de cache completo em cada compartimento, mantendo assim a coerência e ordenação para os endereços que são mapeados para ele.

O LLC é compartilhado entre os núcleos do processador, GPU e blocos de mídia, embora o driver de grÁfico é que irÁ controlar quais fluxos são coerente e que serão armazenados em cache, uma vez  se trata da aplicação que mais necessita de largura de banda. Qualquer agente no barramento anel tem a capacidade de acessar qualquer e todos os dados na LLC, independente de quem realmente alocou a linha para começar.

{break::Principais Tecnologias SNB}O Sandy Bridge não possui apenas mais "músculos" que a geração passada. Além de mais força, a nova família de processadores tem um "cérebro" aprimorado, ou seja, novos recursos e funcionalidades. Seguem abaixo as principais tecnologias e funções:

- Intel Hyper-Threading

O Hyper-Threading Technology (mais conhecido como HT Technology) permite que cada núcleo físico execute múltiplos threads dinamicamente, ou seja, "simula" núcleos lógicos. Desta forma, um processador com x núcleos comporta-se virtualmente como outro de 2x núcleos.

Essa capacidade é, atualmente, essencial em ambientes de softwares multi-threaded, pois ajudam a melhorar a resposta global do sistema e aumentam, assim, a experiência do usuÁrio.

Alguns dos programas que se beneficiam do recurso são: Adobe Premiere Elements 8, Microsoft Office Excel e Microsoft Windows Live Movie Maker.

- Turbo Boost Technology 2.0

A versão 2.0 do Turbo Boost Technology estÁ agora mais dinâmico e inteligente, aprimorando ainda mais a tecnologia da Intel de overclock automÁtico. De forma simples, o Turbo Boost 2.0 oferece maior desempenho quando hÁ espaço disponível para o processador. Essa tecnologia aumenta dinamicamente a frequência dos núcleos ativos se a CPU estiver operando abaixo da potência nominal corrente e dos limites da especificação da temperatura.

A frequência mÁxima do Turbo Boost Technology é dependente do número de núcleos ativos. A duração em que o processador utiliza a tecnologia depende do volume de trabalho e ambiente operacional, proporcionando o tempo, local e potência exata que o usuÁrio necessita.

Como novidade, a tecnologia pode alterar vÁrias etapas e níveis "por núcleo" nas freqüências de operação. Dependendo da carga de trabalho da CPU, um ou mais núcleos do processador serÁ executado acima da sua especificação padrão. O Turbo Boost 2.0 permitirÁ que a CPU exceda o valor do TDP, quando o resto da plataforma estÁ relativamente tranqüila. O ganho na freqüência deverÁ ser de até 37% por um curto período de tempo, enquanto que na maior parte do cenÁrio deverÁ ficar na casa dos 20%. Para os overclockers serÁ interessante saber que cada núcleo do processador pode ser turbinado de forma independente.

Outro destaque é que agora GPU passa se beneficiar da tecnologia. Assim, quando o sistema percebe que o usuÁrio necessita de mais "poder de fogo" da unidade grÁfica, o Turbo Boost aumenta o clock da GPU, e se for o caso, reduz a freqüência de operação do processador até chegar em sua velocidade padrão.

Alguns dos softwares que se beneficiam desta tecnologia são o iTunes da Apple, Microsoft Windows Live Photo Gallery, Adobe Premiere Elements e Adobe Photoshop Lightroom.

- Controladora de Memória Integrada

A controladora integrada oferece uma impressionante performance na leitura/escrita na memória, através de algoritmos eficientes de aceleração, baixa latência e maior largura de banda de memória.

- Smart Cache

O Smart Cache permite a alocação dinâmica e eficiente da memória cache para corresponder às necessidades de cada núcleo. Assim, o total da memória cache não fica restrito a um núcleo dedicado, mas sim compartilhado entre todos os núcleos. Com base nas necessidades de cada um, a memória cache é alocada dinamicamente.

Aplicativos como o Microsoft Excel, que precisam importar uma grande quantidade de dados em cache para funcionar, estão entre os que mais se beneficiam dessa funcionalidade.

- Advanced Encryption Standard New Instructions (AESNI)

A AESNI, na verdade, não chega a ser uma nova tecnologia, mas sim um conjunto de seis novas instruções que oferecem suporte completo para os algoritmos de segurança AES (Advanced Encryption Standard ou Padrão de Criptografia Avançada) via hardware.

Essas instruções aceleram a criptografia e decifragem dos dados, utilizando algoritmos AES. Como o AES é implantado em vÁrios protocolos, as novas instruções serão valiosas para uma ampla gama de aplicações, oferecendo um aumento no desempenho em comparação a implementações via software. Além de melhorar a performance, as instruções AESNI fornecem importantes benefícios de segurança, reduzindo ataques de hackers.

UtilitÁrios como o WinZip 14, que utiliza criptografia/descriptografia enquanto comprime/descomprime um arquivo, serão grandes beneficiados pelas novas instruções.

- Intel Virtualization Technology (Intel VT-x) e Intel Virtualization Technology for Directed I/O (Intel VT-d)

Ambas tecnologias permitem que uma plataforma de hardware funcione como múltiplas plataformas "virtuais". Para as empresas, a Intel VT-x e a VT-d oferecem uma maior capacidade de gerenciamento, limitando o tempo de inatividade e mantendo a produtividade do trabalhador através do isolamento das atividades computacionais em partições separadas.

- Intel Trusted Execution Technology (Intel TXT)

Trata-se de um conjunto de extensões de hardware altamente versÁtil para processadores e chipsets da Intel que, com software adequado, melhora a capacidade de segurança da plataforma.

A linha Sandy Bridge trouxe ainda:

• Intel Quick Sync Video – Promete acelerar em até 17x o processo de codificação/decodificação de vídeos em relação aos IGPs das gerações passadas, uma vez que estas são realizadas via hardware, e parceria com gigantes do setor, como CyberLink, Corel e ArcSoft, habilitando assim a aceleração na conversão de formatos como H.264 e MPEG-2;

• Intel InTru 3D / Clear Video HD
– PermitirÁ rodar conteúdos em alta definição e em 3D estereoscópico pela TV via HDMI 1.4;

• WiDi 2.0 – Com a atualização do recurso, a Intel permite agora a transmissão sem fio de streaming full HD para TV.

• Intel Insider – Permite que os usuÁrios comprem e aluguem os mais recentes filmes em alta definição (HD) 1080p para seus PCs. Além disso, a tecnologia possibilita aos consumidores o download de filmes antes da data de lançamento.

{break::O Core i5-2500K}

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Conforme adiantado no início desta review, a nova linha Core ix "K" (composta pelos modelos 2600K e 2500K) é até o momento o que hÁ de mais poderoso em se tratando de processador da Intel. Contudo, corre um rumor jÁ hÁ algum tempo, sobre o lançamento de versões mais poderosas a medida em que os meses foram passando, ainda mais que dentre em breve, os novos Core ix terão pela frente um pÁreo duro: a geração AMD Bulldozer.

Segue abaixo um resumo com as principais características do processador Intel Core i5-2500K:

• Processamento Quad Core: Utiliza quatro núcleos independentes de processamento na mesma frequência em um único pacote físico;

• Frequência Base do Processador: 3.3 GHz;

• Frequência da Tecnologia Intel Turbo Boost: Aumenta dinamicamente a frequência do processador para até 3.7 GHz quando os aplicativos demandam mais desempenho. Velocidade quando você precisa, ou eficiência no consumo de energia quando a rapidez não é tão necessÁria;

• Intel Smart Cache: 6MB de cache L3 compartilhado permite um acesso mais rÁpido aos seus dados ao habilitar a alocação dinâmica e eficiente do cache para suprir as necessidades de cada núcleo, reduzindo significativamente a latência dos dados usados com frequência e melhorando o desempenho do sistema;

• Intel HD Graphics 3000: 12 EUs trabalhando em 850Mhz, podendo chegar a 1100Mhz via TurboBoost 2.0;

• Controlador de Memória Integrado: Oferece suporte para dois canais de memória DDR3-1333 com dois DIMMs por canal. O controlador de memória integrado oferece melhor desempenho de leitura/gravação por meio de algoritmos eficientes pré-carregados, menor latência e maior largura de banda para a memória.

O Core i5 2500K possui 995 milhões de transistores. Destes, 114 milhões são reservados para a GPU, também chamada pela Intel de Processador GrÁfico. A título comparativo, enquanto que a versão quad core do SNB tem 216mm2 de Área de die, um Core i7 875K tem 296mm2, com 774 milhões de transistores. É claro que essa otimização na relação entre quantidade de transistores por mm2 é em grande parte explicada pelo refinamento no processo de fabricação.

Existem dois fatores fundamentais que diferenciam o 2500K de seu "irmão maior", o 2600K. São eles: ausência da tecnologia Hyper-Threading – uma vez que o processador não tem núcleos lógicos (4 Núcleos e 4 Threads); e memória cache L3 reduzida em 6MB (contra 8MB do i7 2600K). Além disso, enquanto que o 2500K trabalha a 3.3Ghz (3.7Ghz via Turbo Boost 2.0), com GPU em 850Mhz (1100Mhz via Turbo Boost 2.0); o 2600K tem core clock de 3.4Ghz (3.8Ghz via Turbo Boost 2.0) e GPU em 850Mhz, podendo alcançar 1350Mhz com o Turbo Boost 2.0.

O Sandy Bridge trouxe uma grande mudança na arquitetura, comparÁvel ao que a geração Conroe trouxe na época. Embora fisicamente tal mudança não seja tão perceptível assim, internamente o SNB dispõe de um redesenho completo no mecanismo de execução Out of Order, um front-end mais eficiente (graças ao cache μop decodificado) e um barramento anel (ring bus) com uma largura de banda muito maior. Somando-se a estes itens, o cache L3 com menor latência e controladora de memória mais veloz, os usuÁrios poderão observar uma melhora no desempenho em aplicações jÁ existentes e em jogos na ordem de 10 a 50%.

Mas afinal, qual o significado por trÁs do esquema de nomenclatura da geração Sandy Bridge?


Enquanto que nas gerações anteriores Nehalem e Westmere a Intel utilizava apenas 3 dígitos para batizar seus processadores, os novos Core ix possuem quatro. Este quarto dígito a mais serve apenas para indicar que se trata de uma CPU de segunda geração. Desta forma, todos os processadores da geração Sandy Bridge terão o numeral "2" na frente dos outros 3 dígitos, estes sim, servindo para diferenciar as famílias e modelos.

Pode haver ainda, a presença de um sufixo – na verdade uma letra – para indicar que se trata de versões especiais de seus "irmãos" tradicionais. Assim, a letra "K" indica que o processador em questão tem os multiplicadores destravados (aceitando assim um alto potencial para overclock). HÁ ainda os modelos com "S" e "T", indicando que tratam-se de versões de baixo consumo, respectivamente com TDP de 65W e 45/35W.


{break::Intel HD Graphics 3000}Conforme mencionado no início deste review, um dos grandes destaques da geração Sandy Bridge diz respeito ao fato desta contar com uma unidade de processamento grÁfico verdadeiramente integrado ao die do processador. Diferentemente do Clarkdale (como é o caso do Core i5-661), onde a GPU estÁ presente no chip de silício, mas em um die próprio e, portanto, em separado ao do processador, a nova geração SNB traz GPU e CPU unidas em um mesmo die, conceito chamado de APU (Unidade de Processamento Acelerado).

Ao unificar CPU e GPU no mesmo die e graças ao novo ring bus, a unidade de processamento grÁfico pode agora compartilhar de toda a memória cache L3, aumentando assim o desempenho do vídeo integrado.

Um fato curioso é que a arquitetura grÁfica do Sandy Bridge (chamada pela Intel de GrÁfico de 6ª. Geração - Gen 6 Graphics) segue um conceito totalmente contrÁrio ao empregado no famigerado projeto Larrabee. Enquanto que este era (ou ainda é) focado no uso extensivo de hardware totalmente programÁvel (a exceção do hardware de textura), a GPU do Sandy Bridge faz uso extensivo de hardware de função fixa. O benefício disso estÁ na eficiência entre desempenho vs. consumo de energia vs. Área do die, em detrimento da flexibilidade.


O hardware de shader programÁvel é composto de unidades de execução, chamados pela Intel de EUs, ou CUDA Cores pela NVIDIA, ou ainda Stream Processors pela AMD. Cada EU poderÁ mandar duplamente instruções de colheita dos múltiplos threads. Os mapas ISA internos, um a um, com a maioria das instruções da API DirectX 10, resultam em uma arquitetura muito semelhante à CISC.

HÁ outras melhorias nas unidades de execução. O cÁlculo matemÁtico transcendental que é executado via hardware nas EUs, bem como o seu desempenho foram acelerados consideravelmente. De acordo com a Intel, as operações de seno e cosseno estão vÁrias ordens de grandeza mais rÁpido agora se comparado com o IGP da geração Westmere/Clarkdale.

Na GPU da geração anterior, o arquivo de registro era reparticionado quando surgia a necessidade. Se um thread necessitasse de menos registros, os registros restantes poderiam ser atribuídos a uma outra thread.

Embora essa abordagem tenha sido interessante para economizar Área de die, provou-se, no entanto, ser um gargalo para o desempenho. Em muitos casos os threads não poderiam ser trabalhados, pois não havia registros disponíveis para uso. Antes da geração Intel HD Graphics, cada thread tinha uma média de 64 registros. Com as famílias Clarkdale/Arrandale, este número foi aumentado para 80 e agora com a geração Sandy Bridge, esse valor aumentou ainda mais, chegando ao patamar de 120 registros por thread, atenuando assim eventuais gargalos.

Olhando para o bloco de diagrama simplificado, é possível perceber que a GPU do SNB é de certa forma semelhante às modernas GPUs da AMD/NVIDIA, embora esteja mais focada no processamento de conteúdo multimídia em alta definição ao invés de lidar com uma enorme quantidade de trabalho com texturas.

Todas as EUs são programÁveis separadamente e lidam com largas execuções de 128 bits por cada ciclo de clock com um arquivo de registro de 4KB por thread. O resto do pipeline de renderização do processamento geométrico, de vértice, rasterização e assim por diante, se mantém idêntico aos Stream Processors das VGAs da AMD/NVIDIA. HÁ, porém, uma unidade de textura dedicada única, bem como um novo desenho de cache de instrução de nível médio, que supostamente serve para auxiliar com o desempenho global em uma variedade de aplicações.

Todas essas melhorias resultaram em um aumento de 100% na transferência da instrução por EU, em comparação aos IGPs dos processadores Clarkdale/Arrandale.

Feito uma introdução da nova arquitetura da unidade de processamento grÁfico, destaquemos agora as diferentes versões de GPU por modelo de processador.

A Intel equipou a segunda geração de processadores Core ix com dois tipos de GPU: o HD Graphics 3000 e o HD Graphics 2000. A grande diferença entre elas estÁ na quantidade de unidades de execução: 12 EUs para a 3000, e 6 EUs para a 2000.

Enquanto que os processadores para portÁteis são equipados com versões com 12 unidades de execução, as CPUs para desktops possuem tanto o HD Graphics 3000 quanto o HD Graphics 2000.

Como forma de agregar mais valor à linha especia K, a Intel resolveu equipar estes processadores com a versão top de sua GPU, ou seja, contendo 12 EUs. Portanto, as demais CPUs (até segunda ordem) possuem unidade de processamento grÁfico com 6 EUs.

Outra novidade (jÁ destacada nesta review) é o fato de que agora é possível turbinar não apenas a CPU, mas como também a GPU, através da tecnologia Turbo Boost 2.0. Desta modo, a unidade de processamento grÁfico do Sandy Bridge pode chegar a impressionantes 1.35Ghz (Core i7 2600K), ficando o 2500K "restrito" a 1.10Ghz.

Apesar dos avanços, não foi dessa vez que a Intel resolveu "aderir" ao DirectX 11, uma vez que o Sandy Bridge conta com o suporte ao DirectX 10.1, ante ao 10 da geração anterior. CaberÁ a geração seguinte, o Ivy Bridge de 22nm, a honra de inaugurar o suporte à nova API grÁfica da Microsoft.


{break::Chipsets H67/P67}Com o lançamento da geração Sandy Bridge, a Intel desenvolveu duas linhas de chipsets da série 6 para o mercado doméstico: H e P, ambas compatíveis com a nova pinagem LGA 1155. Enquanto a H suporta a GPU on die dos novos processadores, a P é compatível estritamente com VGAs externas.

Junto com os novos Core ix LGA 1155, a Intel disponibilizou as versões P67 e H67, deixando a H61 para o segundo trimestre. Apesar de a P67 não conseguir "explorar" o vídeo integrado, tal chipset é capaz de suportar duas placas via PCIe x8. Além disso, com a P67, é possível destravar por completo os multiplicadores das memórias, ao passo que a H67 estÁ limitada ao padrão DDR3-1333.

De acordo ainda com diversas fontes ligadas à Intel, a companhia planeja lançar em breve (fala-se em 8 de maio), um novo chipset voltado para o público entusiasta, o Z68. Especula-se que o futuro chipset serÁ uma espécie de união do que existe de melhor entre o H67 (vídeo onboard) com o P67 (overclock). Prometendo explorar ao mÁximo todo o potencial de overclock dos Sandy Bridges, permitindo alterações nas configurações da CPU, memória e inclusive da GPU integrada, o Z68 contarÁ com tecnologias especiais para turbinar os SSDs (via cache) e o suporte nativo aos HDs magnéticos com mais de 2.2TB, limitação atualmente presente em vÁrios modelos de placas mães.


(Diagrama do chipset H67)


(Diagrama do chipset P67)

Em relação ao PCI Express, a nova geração de chipsets da Intel turbinou a comunicação do barramento de 2,5GT/s para 5GT/s. Dessa forma, um único slot PCIe x1 suporta agora uma largura de banda de 500MB/s por direção, ou 1GB/s de forma bidirecional. Essa mudança foi fundamental, entre outras coisas, para o uso de controladoras externas de USB 3.0.

Tanto as versões H67 quanto P67 suportam 2 portas do SATA de 6Gbps e 4 do tipo de 3Gbps.

Abaixo, um resumo dos principais recursos presentes nos chipsets H67/P67:

• Suporte para a segunda geração da família de processadores Intel Core
Suporta a segunda geração da família de processadores Intel Core com a tecnologia Intel Turbo Boost 2.0, processador Intel Pentium e processador Intel Celeron. O chipset P67 Express também habilita os recursos de overclocking dos processadores Intel Core de segunda geração.

• Tecnologia de armazenamento Intel Rapid (Intel RST)
Com a adição de outros discos rígidos, a Intel RST fornece um acesso mais rÁpido a arquivos de foto digital, vídeo e dados com o RAID 0, 5 e 10 e maior proteção dos dados contra falhas de disco rígido com o RAID 1, 5 e 10. O suporte para SATA externo (eSATA) possibilita uma velocidade mÁxima da interface SATA fora do gabinete de até 3 Gb/s.

• Tecnologia Intel Rapid Recover (Intel RRT)
A mais nova tecnologia de proteção de dados da Intel fornece um ponto de recuperação que pode ser utilizado para recuperar rapidamente o sistema em caso de falha no disco rígido ou se os dados forem danificados. O clone pode, também, ser montado como um volume "somente leitura" para permitir a recuperação de arquivos individuais.

• Serial ATA (SATA) 6Gb/s
Interface de armazenamento em alta velocidade de próxima geração com apoio para taxas de transferência de até 6Gb/s para excelente acesso a dados com até duas portas SATA.

• Serial ATA (SATA) 3Gb/s
Interface de armazenamento de alta velocidade com suporte para até quatro portas SATA.

• Interface PCI Express 2.0
Oferece até 5 Gb/s para acesso rÁpido a dispositivos periféricos e redes com até oito portas PCI Express 2.0 x1, configurÁveis como x2 e x4 conforme os designs das motherboards.

{break::Fotos, Sistemas utilizados}Antes dos sistemas utilizados nos testes, abaixo temos algumas fotos do processador, mostrando sua parte superior e inferior.


Utilizamos diversos processadores nos comparativos, tendo como destaque o fato de ter divermos modelos que brigam em mesmo segmento. Abaixo lista completa e características dos demais hardwares/aplicativos utilizados.

Mainboards/processadores:
Asus P8P67 Pro: processadores Intel Core i5 2500K, Core i7 2600K, Core i5 2300
Gigabyte GA-X58A-UD9: processador Intel Core i7 980X
Gigabyte H55M-S2HP: processador Intel Core i7 875K
Gigabyte 890GPA-UD3H: processadores AMD Phenom II X6 1100T BE e Phenom II X4 965

Demais hardwares:
- Memória: 4 GB DDR3
- Placa de vídeo: ATI Radeon HD 5570

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits com Updates
- ATI Catalyst 10.12

Aplicativos/Games:
- WinRAR 3.93
- CineBENCH 11.5
- x264 HD Benchmark 3.19
- Sandra 2011
- AIDA 64
- Aliens vs Predator
- Far Cry 2
- Just Cause 2

CPU-Z
Abaixo temos a tela principal do CPU-Z, mostrando algumas das principais características do processador.


{break::Winrar, CineBench, x264 HD}WinRAR
No primeiro teste, o 2500K ficou na mesma casa dos processadores Phenom II X6 1100T BE e Core i5 2300, ficando pouco atrÁs do i7 875K e com um pouco mais de diferença em relação ao i7 2600K, sendo de 6% mais lento em comparado ao último.

{benchmark::1703}

CineBENCH 11.5
Neste teste ficou mais evidente a diferença de desempenho entre o processador e o i7 2600K, com um resultado 27% inferior. No comparativo com o 1100T, a diferença foi sutil, sendo 11% mais lento, jÁ em relação ao i5 230 apresentou uma vantagem de 14% na performance. 

{benchmark::1704}

x264 HD Benchmark
Com o teste de conversão de vídeo em 720p houve variação de posições ao longo das baterias de testes. Neles, o i7 sempre se manteve a frente, jÁ o 1100T, que chegou a ser quase 10% mais lento que o i5 2500K na primeira bateria, ultrapassou o processador da Intel na segunda bateria, sendo 14% mais rÁpido.

{benchmark::1705}

{break::Sandra 2011, AIDA64}SiSoftware Sandra 2011
No teste com o Sandra 2011 a vantagem do i7 2600K ficou bastante evidente, com quase 40% de performance a mais que o i5 2500K. O desempenho foi praticamente idêntico ao do i7 875K,  ficando acima do alcançado pelo Phenom II X6 1100T BE e 31% superior ao do i5 2300.

{benchmark::1706}

AIDA64
Com o teste do AIDA64 o i7 2600K apresentou uma vantagem ampla, com um desempenho 35% superior se comparado ao 2500K. Em nossos testes, o i5 2500K, o X6 1100T e o i7 875K apresentaram desempenhos parecidos, com diferenças sutis de performance. JÁ em relação ao 2300 o i5 2500K foi 15% superior.

{benchmark::1707}

{break::Aliens vs Predator, Just Cause 2}Aliens vs Predator
Agora os testes em cima de games, que muitos acham a parte mais importante.

Como jÁ mostrasmos em outras reviews, quem manda na performance de um game é muito mais a placa de vídeo do que o processador. O grÁfico abaixo mostra isso, jÁ que todos os processadores ficaram na casa de 62 FPS em nossos testes, e a diferença entre eles é perceptível apenas no resultado do benchmark,  jÁ que do ponto de vista prÁtico todos os processadores vão trazer a mesma experiência no jogo.

{benchmark::1708}

Far Cry 2
Com o game Far Cry 2 passamos a ter uma diferença maior entre os processadores, com vantagem para os modelos da Intel. Entre os modelos da marca não houve diferenças expressivas entre os resultados, porém em relação ao 1100T BE, o 2500K conseguiu um taxa de FPS 14% maior.

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OBS.: JÁ tinhamos devolvido o Core i5 2300, e não tinhamos feitos os testes com esse game.

Just Cause 2
Para finalizar, vamos ver o comportamento dos processadores em cima do game Just Cause 2.

Assim como aconteceu com o Aliens vs Predator, os resultados mostraram que todos os processadores testados alcançaram um desempenho muito próximo, para rodar o game Just Cause 2, sendo que o último da lista foi apenas 6% mais lento que o i7 2600K, o processador com melhor performance nos testes.

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{break::Overclock}De tempos em tempos aparece um processador muito bom para overclock e, diga-se de passagem, as empresas nunca apostaram tanto nessa característica.

Assim como o Core i7 2600K, o Core i5 2500K é um modelo diferenciado, e que vai atrair muitos overclockers por se comportar muito bem nessa situação, primeiro por ser desbloqueado, motivo de levar a letra "K" no nome, e depois por aguentar altos clocks.

Utilizamos a mainboard Asus P8P67 Pro, assim como na review do 2600K, e de forma simples e rÁpida chegamos a 4.3GHz, aumento de mais de 30% sobre o clock referência, sendo que estamos utilizando um cooler BOX. Caso tivessemos com um cooler melhor, poderiamos ter subido mais sem medo, chegando a 4.5/4.6GHz.


WinRAR
Muitas das vezes o resultado de aumento do clock não reflete no mesmo ganho em performance, felizmente nesse caso o ganho na frequência do clock resultou no aumento de desempenho, com um aumento de 18% na velocidade na comparação com o resultado com clock padrão. O overclock também tornou o 2500K mais rÁpido que o 2600K operando na frequência original de fÁbrica.

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CineBENCH 11.5
Com overclock, o 2500K conseguiu ultrapassar o 1100T BE e se aproximou do 2600K no desempenho. O ganho de velocidade foi de 18% em relação ao alcançado com o clock padrão.

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x264 HD Benchmark
Assim como no teste com clock padrão, o 2500K com overclok variou de posição de acordo com a bateria de teste, superando o 2600K na primeira com uma boa margem (13%). No segundo teste o resultado não foi tão bom, sendo que mesmo operando em uma frequência mais alta, o processador apresentou um desempenho inferior ao do 1100T BE.

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Far Cry 2
Para finalizar, não poderiamos deixar de testar o processador em cima de um game, e para isso selecionamos o Far Cry 2, que apresentou as maiores diferenças entre os processadores. Aqui o processador 2500K apresentou um ganho de desempenho suficiente para superar o 2600K, com um aumento de quase 8% na performance.

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{break::Vídeo on-board}Como destacamos, o processador vem com vídeo da série Intel HD Graphics 3000 integrado, com promessa de melhorar muito a performance sobre modelos anteriores da linha Intel HD Graphics.

Abaixo temos dois testes, com Far Cry 2 e Just Cause 2, mostrando como é o comportamente rodando um game. Vale destacar que o vídeo não suporta DX11, consequentemente deixamos de fora o teste do AvP.

Far Cry 2
Nos testes feitos com o game Far Cry 2, com resolução de 1024x768 e com qualidade baixa, o processador foi capaz de alcançar uma média de FPS suficiente para jogar. Comparado com o i5 2300, o processador foi 27% mais eficiente.

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PS.: Não tinhamos o teste do Core i7 2600K com o Far Cry 2. Assim que recebermos mainboards com chipset Intel Z68 iremos fazer um artigo melhor sobre vídeo onboard de processadores Sandy Bridge.

Just Cause 2
No game Just Cause 2, e neste caso jÁ com o resultado do i7 2600K. É possível notar um resultado muito parecido entre os três processadores Sandy Bridge 2600K, 2500K e 2300. Com resolução de 1024x768 e grÁficos configurados em LOW, todos os processadores alcançaram uma média de FPS crítica, abaixo do ideal.

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{break::Conclusão}O Core i5 2500K além de "honrar" com a fama da linha "K" em se tratando de overclock (chegamos aos 4.3Ghz com o cooler original, com folga para alcançar patamares ainda mais elevados).

Herdando todo o "DNA" da nova geração Sandy Bridge, como é o caso das tecnologias Hyper-Threading, Turbo Boost 2.0 e Smart Cache, além dos recursos Quick Sync Video, InTru 3D / Clear Video HD, WiDi 2.0 e Intel Insider, o Core i7-2600k mostrou-se uma opção bastante interessante principalmente para quem lida com tarefas multimídias. JÁ no quesito jogos, todos os processadores analisados tiveram um desempenho muito semelhante, ressaltando assim a importância de uma boa VGA para obter altos FPS.

Outro grande destaque da geração Sandy Bridge estÁ na sua GPU integrado à CPU. Embora não esteja a altura de um produto top de linha, como é o caso do Core i5-2500K, o Intel HD Graphics 3000 supre necessidades específicas de boa parte dos usuÁrios, como a codificação / decodificação de vídeos e streaming multimídias. Se isoladamente a GPU integrada não faz muito sentido em um produto desta robustez (haja vista de quem tem um 2500K/2600K certamente terÁ uma VGA de ponta), combinada com a tecnologia de virtualização de GPU Lucid Virtu nos chipsets H67 e Z68, o Intel HD Graphics 3000 promete reduzir o consumo de energia com o uso de tarefas menos exigentes.

Além dos jogos pesados, a segunda geração Core ix é ainda indicada como opção para HTPCs, principalmente os modelos de baixo consumo "S" e "T".

Desta forma, a nova geração Sandy Bridge mantém a "tradição" da linha Core ix, ao disponibilizar um novo patamar de desempenho, mantendo um valor acessível para o consumidor. Mesmo o Core i5 2500K pode ser encontrado por cerca de US$ 215-225, valor considerado excepcional pelo o que o processador demonstrou em nossos testes, chegando junto, muitas vezes, de modelos consagrados, como é o caso do topo poderoso Core i7 980 EE de 6 núcleos, que custa US$ 999.

Obs.: A partir desta review, adicionaremos o item "Overclock" na nota do produto (CPU/GPU), uma vez que trata-se cada vez mais, de um diferencial/recurso que é levado em conta na hora da compra.

PRÓS
• Multiplicadores destravados;
• Alto poder de overclock;
• Ótima performance em tarefas multimídias e de uso geral;
• Litografia refinada em 32nm;
• GPU integrada ao die do processador.
CONTRAS
• Custo da plataforma acima da concorrência em se tratando de jogos;
• Ausência da tecnologia HyperThreading.
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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