ANÁLISE: AMD Phenom II X6 1100T BE

ANÁLISE: AMD Phenom II X6 1100T BE

Passados cerca de nove meses da review do primeiro processador de seis núcleos da AMD (Phenom II X6 1090T), eis que apresentamos aos leitores do Adrenaline a anÁlise de seu "irmão maior", o Phenom II X6 (Thuban) 1100T Black Edition.

Como curiosidade, Thuban significa "dragão" em Árabe, bem como é o nome da principal estrela da constelação Draco (dragão). Em tempos remotos, ela era considerada a estrela Polar Norte, permanecendo a apenas um grau de distância do pólo verdadeiro por quase 200 anos.

O Phenom II X6 1100T Black Edition desbanca o 1090T, portanto, do posto de processador mais veloz da AMD, ao adicionar 100Mhz sobre ele, chegando a um total de 3.3Ghz de core clock.

Seguindo a tradição da companhia, o 1100T pertence à cobiçada linha Black Edition (BE) com multiplicadores destravados, o que aumenta ainda mais o seu potencial de overclock

Uma das grandes novidades presentes na geração Thuban é o suporte à tecnologia Turbo CORE, que serÁ vista em detalhes no decorrer da review. JÁ podemos adiantar que é o recurso que turbina a frequência de operação/clock do processador, dando assim uma "forcinha" extra no seu desempenho.

A linha Phenom II X6 trouxe uma nova perspectiva para o mercado, uma vez que possibilitou a entrada de processadores de seis núcleos em muitos lares, graças, é claro, aos preços altamente convidativos aos usuÁrios. É possível encontrar opções por menos de US$179 no mercado.

Não bastasse seu preço atrativo, os novos Phenoms II X6 não necessitam de uma plataforma específica. Assim, eles podem ser utilizados em alguns modelos de placas mãe socket AM2+/AM2 com atualização de BIOS, reduzindo ainda mais o custo global da plataforma.

O fato curioso é que, decididamente, tanto Intel quanto AMD abandonaram de vez as referências aos clocks no nome do processador, amplamente utilizadas em um passado recente, auxiliando na identificação e comparação entre produtos. Atualmente, como clock por si só jÁ não é uma verdade absoluta para identificar qual CPU é mais potente do que outra, as companhias decidiram adotar nomenclaturas que, muitas vezes, acabam confundido ainda mais.

Exemplificando o fato acima, o nome Core i7-980X pouco (ou quase nada) diz respeito ao produto em si. Quem poderia, ao menos, saber de antemão que se trata de um processador com seis núcleos?

JÁ a AMD, apesar de seguir a estratégia de nomes pouco amigÁveis, utiliza ao menos alguns artifícios que dão alguma pista ao usuÁrio. Assim, podemos tirar algumas conclusões do nome Phenom II X6 1100T BE. O "II" indica a segunda geração da linha Phenom, enquanto o "X6" faz alusão a uma CPU hexa-core. O "T" indica que o processador suporta a tecnologia Turbo Core (detalhada em uma seção específica mais à frente) e, por fim, o "BE" identifica que se trata de um processador "Black Edition", com multiplicadores destravados.

No decorrer desta review, o leitor irÁ entender o motivo de tamanha discrepância entre as soluções da AMD e Intel e poderÁ fazer um melhor juízo de valor, para então decidir qual opção atende melhor aos seus objetivos.

{break::Arquitetura M-SPACE}O Thuban é a versão para desktop do Istanbul, geração voltada para servidores (Opteron) da AMD, que, por sua vez, é baseada na macro arquitetura K10.

Assim como a Intel, a AMD possui uma macro arquitetura de construção de chips modular, chamada de M-SPACE (Modular-Scalable Portable Accessible Compatible Efficient). A título meramente ilustrativo, seria como se fosse o mesmo conceito por trÁs da linha de brinquedos Lego, na qual é possível "encaixar" módulos/estruturas ao die do processador.

O termo M-SPACE é um acrônimo para:

- Modular (Modular): Possui módulos como forma de aumentar a agilidade do projeto;
- Scalable (EscalÁvel/expansível): Linearmente expansível com adição de novos módulos;
- Portable (PortÁtil): Baixo consumo de energia, vital para dispositivos portÁteis/móveis;
- Accessible (Acessível): Plataforma aberta de contínuo aprimoramento;
- Compatible (Compatível): Retro-compatibilidade e facilidade de upgrade;
- Efficient (Eficiente): Elevado nível de eficiência de comunicação entre chip e dispositivos de entrada e saída.

A estratégia por trÁs do M-SPACE é amplamente empregada na construção de GPUs, com a qual se cria uma GPU TOP e a partir dela são gerados "filhotes", ou seja,  versões mais simplificadas, com uma menor quantidade de unidades lógicas.

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Dessa forma, o M-SPACE supriu uma grande limitação da AMD: a necessidade de espaço "morto" disponível para a construção contínua de novos produtos.

{break::Detalhando o Phenom II X6}Conforme mencionado nos tópicos anteriores, o Phenom II X6 não chega a ser um produto "novo", uma vez que a geração Thuban é, na realidade, uma espécie de Istanbul para AM3, isto é, uma versão para desktop dos processadores para servidores (linha Opteron 2400/8400).

Além do socket, ao trazer o Istanbul para o mercado doméstico, a AMD fez algumas mudanças estruturais, como por exemplo, corte na quantidade de canais de comunicação do HyperTransport de três para um, além do ajuste na controladora da memória que foi modificada para suportar módulos DIMMs "unbuffered".

Contudo, a AMD decidiu lançar o Thuban apenas agora, devido ao processo de fabricação. Não que o Phenom II X6 utilize uma nova litografia, como é o caso do Gulftown em 32nm. É que só agora que a litografia de 45nm chegou a um estÁgio suficientemente maduro, de forma a ter um baixo custo de fabricação, e assim ganhar as condições necessÁrias para ser implementada no segmento desktop.


A linha Phenom II X6 é constituída por um processador monolítico completamente funcional, com die medindo 346 mm², contra 258 mm² da geração Deneb (Phenom II X4 965) ou 248 mm² do Gulftown (Core i7-980X). Essa imensa diferença de Área é explicada, em grande parte, pela relação entre a quantidade de transistores e litografia. Enquanto o Deneb possui 758 milhões de transistores em 45nm, o Thuban mantém inalterado o processo de fabricação, mas com cerca de 904 milhões de transistores. Apesar de o Gulftown possuir 1,17 bilhão de transistores, sua litografia mais refinada de 32nm acaba compensando essa característica.

A julgar pelos números postados acima, era de se imaginar que o Thuban tivesse um consumo de energia bastante elevado, o que na prÁtica não ocorre. AliÁs, seu TDP é 5W menor do que o Gulftown! São 125W contra 130W. O segredo para isso é, em parte, respondido pela a adoção de uma camada dielétrica "low-k" ao processo SOI (silicon on insular) de 45nm.

Um fato que chama bastante atenção na nova geração é a quantidade de memória cache L3. O Phenom II X6 manteve os mesmos 6MB em relação ao Deneb, ao passo que o Gulftown teve acrescidos 4MB aos 8MB do Bloomfield, totalizando assim 12MB. Muito provavelmente não havia espaço suficiente dentro do die do processador, além de que mais memória cache representa custo extra na composição do produto, encarecendo o preço final do processador. Contudo, tal fato se refletirÁ em algumas situações, como por exemplo,  na execução de tarefas multimídia e imagens.

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Abaixo, o sumÁrio executivo do Phenom II X6 (Thuban):

• True Six Core Processing
• AMD Turbo CORE Technology
• L1 Cache: 128KB (64KB Instruction + 64KB Data) x 6 (768KB)
• L2 Cache: 512KB x 6 (3MB)
• L3 Cache: 6MB Shared L3
• 45-nanometer SOI (silicon-on-insulator) technology
• HyperTransport 3.0 16-bit/16-bit link at up to 4000MT/s full duplex; or up to 16.0GB/s I/O bandwidth
• Up to 21GB/sec dual channel memory bandwidth
• Support for unregistered DIMMs up to PC2 8500 (DDR2-1066MHz) and PC3 10600
• Direct Connect Architecture
• AMD Balanced Smart Cache
• AMD Dedicated Multi-cache
• AMD Virtualization (AMD-V™)Technology
• AMD PowerNow 3.0 Technology
• AMD Dynamic Power Management
• Multi-Point Thermal Control
• AMD CoolCore Technology

{break::Turbo CORE}A AMD implementou na linha Thuban um dos recursos mais cobiçados dos últimos tempos: o overclock dinâmico do processador.

Chamado de Turbo CORE, a tecnologia é, de certa forma, semelhante à Turbo Boost da Intel - ou pelo menos tem o mesmo fundamento geral: aumentar a eficiência no processamento, embora não tenha o mesmo "refinamento" da sua rival.

Para entender melhor o funcionamento do Turbo CORE, é preciso primeiro compreender como funciona a tecnologia concorrente.

O Turbo Boost equilibra habilmente a relação entre frequências de operações e consumo de energia, aumentando o clock com cargas de trabalho multithread leves e reduzindo as frequências à medida que mais núcleos são utilizados. Enquanto houver margem térmica disponível, o Turbo Boost irÁ manter as frequências de operações acima do clock padrão da CPU, mesmo com todos os núcleos ocupados.

A tecnologia de overclock dinâmico da Intel emprega uma rede de sensores térmicos "on-chip" e uma vasta quantidade de sofisticados micro-controladores embutidos dedicados ao gerenciamento de energia, garantindo o melhor uso da margem térmica disponível.


Em linhas gerais, o Turbo CORE aumenta o clock do processador em aplicações que não necessitem (ou não aproveitem) de grande quantidade de núcleos ativos. Enquanto o Turbo Boost pode manter todos os núcleos overclockados, a tecnologia da AMD desabilita os núcleos não utilizados e turbina o clock daqueles que efetivamente estão "ocupados".

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O funcionamento é simples. Quando o processador receber uma tarefa na qual são requisitados, no mÁximo, três núcleos, o recurso Cool'n'Quiet entra em ação e diminui a frequência de operação dos "cores" inativos para apenas 800Mhz. Assim, o consumo global de energia diminui, abrindo margem para que o Turbo CORE atue nos núcleos ativos, aumentando em mais 400-500Mhz (a depender do modelo do processador) o clock padrão. A título informativo, o Phenom II X6 1100T passa dos 3.3Ghz para 3.7Ghz, enquanto que o Phenom II X6 1090T vai de 3.2Ghz para 3.6Ghz, e o 1055T de 2.8Ghz para 3.3Ghz. Como forma de garantir maior estabilidade ao sistema, o Turbo CORE aumenta o VCore do processador em 0.15V.

Apesar da grande sacada, a tecnologia da AMD não é tão "elegante" quanto o Turbo Boost, uma vez que o Thuban não tem um recurso equivalente ao "power gate" da Intel, o que impede, por exemplo, de simplesmente desligar os núcleos ociosos.

O incremento dinâmico de clock vem se provando bastante útil, principalmente na atual fase de transição de aplicações single threaded (ou com baixo uso multi threaded) para o futuro, que é a utilização de mais de quatro threads simultâneos.


Para que o Turbo CORE funcione de forma segura e correta, é necessÁrio que o Cool'n'Quiet esteja ativado, uma vez que este irÁ fazer os devidos ajustes nos multiplicadores da CPU, mantendo ainda o TDP dentro do padrão de 125W.

Enquanto o comportamento do Turbo Boost pode variar de chip para chip e de sistema para sistema, dependendo das propriedades térmicas da CPU em particular e do cooler utilizado, os processadores com suporte ao Turbo CORE são selecionados para atender certas condições térmicas na fÁbrica, e cada CPU com um determinado número de modelo deve se comportar de forma idêntica a todos os outros.

Outra boa notícia é que a AMD irÁ ampliar o uso do Turbo CORE para as linhas mais simples de processadores, como é o caso dos novos Phenom II X4 baseados na geração Zosma.

{break::AMD 890FX}Em novembro de 2007, a AMD revelou um novo posicionamento de mercado, introduzindo não apenas produtos "separados", mas sim toda uma plataforma tecnológica. Na época, a companhia lançou a "Spider", plataforma que consistia no processador Phenom, chipset série 700 e placa de vídeo Radeon série 3000.

Pouco mais de um ano depois, em janeiro de 2009 a companhia atualizou toda a sua linha, com a adição da "Dragon", composta pela segunda geração do Phenom, atualização do chipset 700 (com novo southbridge) e a famosa linha Radeon série 4000.

Eis que então, em 2010, chega a vez do "Leo", composto pelo novo Phenom II X6, chipset série 800 e da cobiçada Radeon HD 5000.

A geração Thuban trouxe, junto consigo, o chipset 890FX, versão TOP da nova linha de placas mãe AM3, tendo como uma das grandes diferenças em relação à recém lançada 890GX a ausência do vídeo integrado Radeon HD 4290.

Apesar de a AMD ter o domínio da litografia de 40nm nas GPUs e 45nm nas CPUs, a companhia continua a utilizar o processo de 65nm no novo chipset.


Na realidade, o 890FX possui quatro grandes atrativos:

• Suporte nativo ao SATA 6Gb/s;
• Suporte ao USB 3.0 (através de chip externo empregado pelas fabricantes de placas-mãe);
• 4 slots PCI-E (2x16 or 4x8); e
• Suporte à tecnologia IOMMU 1.2.

Embora atualmente o chipset 890 não possua suporte nativo ao USB 3.0, diversas fabricantes, como forma de agregar valor ao sue produto, irão adicionar chips de terceiros que darão compatibilidade ao novo padrão de transferência de dados. Contudo, a AMD informou que jÁ estÁ trabalhando para implementar suporte nativo ao USB 3.0 em futuras revisões do southbridge.

A AMD vem se destacando nos últimos anos no quesito de compatibilidade entre seus produtos, mesmo que de diferentes gerações. Sendo assim, é possível, por exemplo, utilizar uma placa-mãe com o chipset 890 (socket AM3) em processadores AM2/AM2+ e vice-versa (o mesmo ocorre, em parte, também nas memórias DDR2 e DDR3). Com isso, o custo global da aquisição e upgrade de produtos da companhia tem seu preço reduzido de forma significativa.

Isso é possível graças ao modelo de construção do processador/chipset adotado pela companhia. Enquanto a Intel transferiu grande parte das funcionalidades do Southbridge ao die da CPU, a AMD adota o tradicional método de separação do chipset, formado pelo Northbridge (NB) e Southbridge (SB). Apenas a controladora de memória DDR3 estÁ presente no die dos processadores AM3. Todas as demais funcionalidades de expansão e I/O (dispositivos de entrada e saída) estão no chipset. Contudo, por questões de limitações técnicas do atual modelo, a companhia deverÁ mudar no futuro.

Com o 890FX e CPUs AM3 (como o Thuban), hÁ o suporte nativo às memórias DDR3 de 1333Mhz, enquanto o processador e o NB se comunicam via Hyper Transport 3.0, com largura de banda de 5.4GT/s, eliminando qualquer eventual gargalo.

O NB do atual modelo dual chip da AMD atua como um hub controlador para a maioria dos dispositivos PCI-E 2.0, facilitando assim as comunicações entre o SB850 e o processador. Uma GPU de 32 camadas de PCI-E é dividida em dois slots de 16x ou eventualmente dispersa em quatro de 8x, o que dÁ uma incrível flexibilidade para configurações em CrossFire (mais de uma VGA na placa-mãe).

JÁ o restante das dez camadas PCI-E são dividas em um grupo de quatro camadas, enquanto um dispositivo adicional de seis camadas 1x pode ser disperso conforme necessÁrio para componentes integrados, como controladores de Áudio e rede.

Ao que parece, a utilização da terceira geração do Alink Express com interface de 2GB/s trouxe um ganho de performance na comunicação dos dispositivos/componentes do sistema, provavelmente pela melhoria de se passar de um canal PCI-Express 1.1 de 4x para um 2.0 de 4x.


Outra melhoria foi a adoção do SATA de 6Gbps, o que é uma ótima notícia para quem tem, ou pretende comprar, SSDs de altíssima velocidade, como o Sandforce 1500, permitindo taxas de leitura e escrita acima dos 300MB/s.

Por último, mas não menos importante, o chipset 890 traz uma tecnologia que deve elevar em um futuro próximo o desempenho global dos computadores, precisamente quanto ao uso de RAID 6 em SSDs.

Uma das possíveis soluções para os atuais gargalos/limitações do uso do RAID 6 em SSDs estÁ em dissociar as traduções de endereço de memória para solicitações de E/S do controlador de memória principal e ter uma partição de memória dedicada que trata apenas das solicitações de E/S. Essa função pode ser ativada usando uma unidade de gestão de memória dedicada (MMU) semelhante ao que é usado na CPU. Uma vez que essa MMU é dedicada exclusivamente para o trÁfego de memória de E/S, o nome apropriado para isso é IOMMU. Mas os IOMMUs não são completamente novos, uma vez que algo semelhante jÁ fora utilizado na época da boa e velha interface AGP, mais precisamente em sua Tabela de Remapeamento de Endereço GrÁfico (GART).

A versão 1.2 do IOMMU não possui qualquer restrição em termos de abertura de grÁfico e permite aos periféricos usarem todo o espaço de memória utilizado pela virtualização de endereço de E/S, e - o mais importante - a proteção do espaço de endereçamento.

Cada dispositivo é atribuído a um domínio de proteção para definir as pÁginas de tradução de E/S e especificar as permissões de leitura / gravação para cada pÁgina. Toda pÁgina de tradução de E/S é armazenada em um "translation lookaside buffer" (TLB). Os IOMMUs são realmente de interesse principalmente em um ambiente VMM, a fim de aumentar a eficiência da virtualização de dispositivos de E/S pela atribuição real de dispositivos para "convidados" dos  sistemas operacionais.

JÁ para o usuÁrio doméstico tradicional, especialmente em um ambiente Windows, a implementação atual é basicamente irrelevante, uma vez que nenhuma das versões atuais do Windows suportam a tecnologia IOMMU.

{break::Outras tecnologias}


Confiram abaixo outros destaques tecnológicos presentes na linha Thuban, tirados de textos oficiais da AMD:

• Direct Connect Architecture – Trata-se da tecnologia concebida para reduzir gargalos de dispositivos baseados no modelo de arquitetura FSB (front-side bus), através do uso de links de alta velocidade dedicadas e separadas entre o processador e a memória principal, bem como entre a CPU e os dispositivos de E/S;

• HyperTransport 3.0 Technology – Em sua terceira geração, o HyperTransport suporta transferências de dados de até 20,6GB/s.  A tecnologia fornece uma largura de banda de dados mais do que suficiente para suportar jogos e vídeos em altíssimas resoluções;

• AMD Balanced Smart Cache – Trata-se do uso de uma estrutura altamente eficiente de memória cache nível L3 compartilhada, que ajuda a reduzir a latência da memória principal RAM, permitindo um rÁpido acesso e comunicação entre os núcleos do processador de forma a salientar a performance multithread e multitarefa;

• AMD Dedicated Multi-cache – É a combinação do uso das memórias cache dedicadas L1 e L2 para aumentar a performance global do sistema ao permitir que os núcleos trabalhem de forma mais eficiente;

• AMD Virtualization (AMD-V) Technology – É o aprimoramento no conjunto de funcionalidades concebidas para melhorar a performance, confiabilidade e segurança dos atuais e futuros ambientes de virtualização, pelo suporte de aplicações virtualizadas com rÁpido acesso à memória alocada. Como benefício, o AMD-V auxilia que o programa de virtualização rode de forma mais eficiente e segura, em ambientes com o modo Windows XP ativo;

• AMD PowerNow 3.0 Technology – Trata-se do recurso que pode prover uma substancial melhoria no gerenciamento de energia, de forma automÁtica e transparente ao usuÁrio, sem gerar perda de desempenho.  A tecnologia inclui ainda o eficiente design multi-core de 45nm, gerenciamento avançado de energia e estados de performances adicionais. Dessa forma, o usuÁrio terÁ performance quando necessitar e economia de energia quando não estiver a todo vapor;

• AMD Dynamic Power Management – É o recurso em que se divide o plano de energia, permitindo dois planos de voltagens independentes, um para o processador e outro para a controladora de memória para um maior controle sobre a performance baseada nas demandas do sistema. Como benefício, hÁ uma melhora na eficiência da plataforma, ao fornecer uma performance de memória sob demanda, enquanto permite a redução do consumo de energia;

• Multi-Point Thermal Control – Proteção ao processador feita por múltiplos sensores através do die, desenhados para reduzir a velocidade e calor quando a temperatura de operação exceder os limites pré-definidos; 

• AMD CoolCore™ Technology – Trata-se do controle de transistores que pode automaticamente reduzir o consumo de energia do processador pelo desligamento de certas Áreas inutilizadas, aumentando a eficiência energética do sistema.

{break::Fotos}Abaixo temos algumas fotos do processador, praticamente idêntico ao 1090T.


AMD Overdrive
Abaixo, algumas tela do aplicativo Overdrive desenvolvido pela própria AMD. Além de dar diversas informações do sistema, em especial do processador, o aplicativo foi criado para dar ao usuÁrio opções avançadas de overclock direto do sistema operacional, sem a necessidade de entrar na BIOS. Como podem ver abaixo, temos opções das mais variadas e avançadas possíveis.


{break::MÁquinas/Softwares utilizados}Nesta review utilizamos cinco processadores nos comparativos, Phenom II X6 1100T BE e X4 965 BE por parte da AMD, mais os processadores Core i7 980X, Core i7 875K e Core i5 2300 por parte da Intel. Abaixo, maiores detalhes dos sistemas utilizados.

MÁquinas utilizadas nos testes:
- Processadores AMD: Phenom II X6 1100T BE e Phenom II X4 965
- Processadores Intel: Core i7 980X, Core i7 875K e Core i5 (Sandy Bridge) 2300
- Memória: 4 GB DDR3-2000MHz G.Skill Trident
- Placa de vídeo: ATI Radeon HD 5570

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 7 64 Bits com Updates
- ATI Catalyst 10.12

Aplicativos/Games:
- WinRAR 3.93
- CineBENCH 11.5
- x264 HD Benchmark 3.19
- Sandra 2011 (16.75)
- AIDA 64
- Aliens vs Predator
- Far Cry 2
- Just Cause 2

CPU-Z
Abaixo temos a tela principal do CPU-Z, mostrando algumas características do processador.

{break::Winrar, CineBench, x264 HD}WinRAR
Começamos os testes pelo WinRAR, onde vemos um comportamento muito bom do Phenom II X6 1100T BE. Ele fica entre o Core i5 2300 e o Core i7 875k e vale lembrar que seu preço também fica entre esses dois processadores.

O ganho também foi muito bom sobre o 965BE, resultado de seus dois cores extras.

{benchmark::1424}

CineBENCH 11.5
Com o teste de renderização de imagem seu comportamento é melhor, tomando a segunda colocação com propriedade: quase 15% à frente do Core i7 875k. Mas, ainda assim, não tem comparação com o processador TOP da Intel.

Assim como no WinRAR, o novo processador da AMD coloca uma diferença considerÁvel sobre o 965 BE, muito se deve ao fato do 1100T BE ter dois cores extras, jÁ que seu clock é inferior.

{benchmark::1425}

x264 HD Benchmark
Temos duas situações no teste de conversão de vídeo em 720p. No primeiro (forts test), o destaque ficou com o Core i5 2300, novo processador da linha Sandy Bridge que  melhora nesse tipo de aplicação. Como podemos ver, o 1100T BE ficou pouco à frente do 965 BE, mas ainda assim colocando uma boa diferença sobre o Core i7 875K.

JÁ no segundo teste, ocorrem algumas mudanças: o 1100T BE assume a segunda colocação, seguido de perto pelo 875K que, por sua vez, ultrapassa o 2300 e o 965 BE.

{benchmark::1426}

{break::Sandra 2011, AIDA64}SiSoftware Sandra 2011
Nos testes de processamento do Sandra, a Intel costuma se sair melhor e neste caso não foi diferente. Mesmo assim, o 1100T se comportou bem no teste Processor Arithmetic, ficando pouco atrÁs do 875K, mas com uma diferença 20% em relação ao 965 BE.

{benchmark::1427}

AIDA64
O AIDA64 tem testes semelhantes aos do Sandra. No CPU Queen, o comportamento do 1100T BE estÁ dentro do esperado, ficando muito próximo do 875K, seu principal concorrente nos comparativos desta review.

{benchmark::1428}

{break::Aliens vs Predator, Just Cause 2}Aliens vs Predator
Começamos os testes em games pelo Aliens vs Predator, que nos rende uma surpresa logo de cara, jÁ que o 1100T BE assume a ponta da tabela. Ele é seguido de perto pelo 965 BE, se é que podemos dizer que existe alguma diferença entre todos.

Temos dois pontos cruciais a destacar sobre os grÁficos abaixo. Primeiro, o fato de praticamente não existir diferença entre os processadores, mostrando que quem manda no game é a placa de vídeo. Em segundo lugar, o fato de um processador bem superior na maioria dos casos, como é o 980X, não fazer diferença alguma neste caso.

{benchmark::1429}

Far Cry 2
Com o Far Cry 2 temos algumas mudanças na tabela. Quem agradece é a Intel, afinal, ela não teve bom resultado com seus processador em cima do AvsP. Como podemos ver abaixo, neste game os processadores da AMD não conseguiram o mesmo resultado do teste anterior. O Core i7 875K ficou mais de 10% a frente do 1100T BE, dentro esperado levando em conta o custo de cada um deles.

{benchmark::1430}

OBS.: JÁ tínhamos devolvido o Core i5 2300 e, por isso, não foi possível fazer os testes para esse comparativo.

Just Cause 2
Para finalizar os testes em games, temos o comportamento dos processadores em cima do Just Cause 2. Como vemos abaixo, o resultado é muito semelhante ao obtido no game Aliens vs Predator: todos os processadores ficam empatados tecnicamente, mas os modelos da AMD aparecem na frente da tabela.

{benchmark::1431}

{break::Overclock}Não poderíamos deixar de fazer alguns testes com o processador overclockado. Para isso, colocamos o Phenom II X6 1100T BE de 3.3GHz para 4.1GHz, overclock de quase 25%. Vale destacar que todo o processo utiliza o mesmo hardware base dos testes em stock.

Antes dos testes, abaixo temos a tela principal do CPU-Z.


WinRAR
Com o WinRAR o processador teve ganho de 9% quando overclockado, bem abaixo da porcentagem de overclock, mas dentro do esperado para esse teste.

{benchmark::1432}

CineBENCH 11.5
JÁ com o teste de renderização de imagem do CineBENCH temos um ganho muito bom e dentro do que se espera para esse tipo de ação, quase 24% de vantagem, muito próximo ao overclock do processador.

{benchmark::1433}

x264 HD Benchmark
Com o teste de conversão de vídeo em 720p também ocorrem duas situações. No primeiro teste, o ganho foi inferior ao esperado, 12,5%. JÁ no segundo, a vantagem foi de 21%, valor próximo do overclock feito no processador, que foi de 24%.

{benchmark::1434}

Far Cry 2
Para finalizar, testamos o Far Cry 2 com o 1100T BE overclockado para 4.1GHz.

Apesar de o resultado ter mostrado um ganho de pouco mais de 7%, não deixa de ser bom por ser dificil conseguir grande melhora em cima de games, jÁ que o fator crucial é a placa de vídeo. Principalmente porque, na maioria dos casos, o usuÁrio terÁ uma placa de vídeo razoÁvel se tiver um processador também razoÁvel.

{benchmark::1435}

Vale destacar que ao overclockar o CPU, quando a mainboard for baseada em um chipset com vídeo integrado (como é o caso desse modelo que estamos utilizando), o processamento grÁfico não terÁ melhora no desempenho a não ser que o vídeo integrado também seja overclockado. Abaixo, uma amostra em cima do Far Cry 2.

{benchmark::1436}

{break::Conclusão}A conclusão em cima do Phenom II X6 1100T BE é basicamente a mesma que a obtida na review do seu "irmão menor", o 1090T. HÁ de se fazer uma clara distinção no que diz respeito ao comportamento do processador.

Se, em termos de performance pura em aplicações multimídia e em algumas tarefas do cotidiano, o hexa-core da AMD não é pÁreo para o Core i7-980X da Intel, por outro lado, o Phenom II X6 1100T BE mostrou fôlego mais do que suficiente para encarar seus rivais em pé de igualdade nos jogos.

Outro ponto fundamental em favor do processador da AMD é o preço. Enquanto o Core i7-980X custa cerca de US$ 999,00, o Phenom II X6 1100T BE pode ser encontrado por US$ 239,00. Ou seja, com essa diferença, o usuÁrio poderia, por exemplo, levar para casa também uma boa placa- mãe e uma placa 3D de ponta.

Apesar de, mais uma vez, apresentar produtos com uma excelente relação entre custo e benefício, o mercado como um todo esperava algo a mais da geração Thuban. Como pôde ser visto, a adição de dois novos núcleos não trouxe grande benefício na maioria dos testes realizados. Culpa, em grande parte, dos softwares, que ainda não estão projetados para tirar o mÁximo dos recursos dos processadores de múltiplos threads.

Como forma de melhorar a sua imagem perante o público, a AMD prepara uma verdadeira contra- ofensiva para os six-core Gulftowns e para os Sandy Bridges da Intel. Trata-se de uma nova geração de processadores: o Bulldozer. A ideia da companhia é dar uma maior competitividade frente aos seus rivais em termos de desempenho, mantendo a ótima relação de custo x benefício.


PRÓS
Excelente preço para um processador de seis núcleos;
Recurso de auto-overclock (Turbo Core);
Multiplicadores destravados.
CONTRAS
Desempenho abaixo do esperado em certas aplicações;
Litografia em 45nm limita o desempenho e aumenta o consumo;
"Dias contados" com o Bulldozer.
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  • Redator: Fabio Feyh

    Fabio Feyh

    Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Adrenaline é responsável por análises e artigos de processadores, placas de vídeo, placas-mãe, ssds, memórias, coolers entre outros componentes.

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