ANÁLISE: Prince of Persia: The Forgotten Sands

ANÁLISE: Prince of Persia: The Forgotten Sands

A Ubisoft lança mais uma sequência para a franquia "Prince of Persia", dessa vez com nome de "The Forgotten Sands", que traz de volta a ambientação do primeiro game da franquia em 3D.

O jogo promete novos grÁficos, novos golpes e poderes, além de um protagonista mais realista claramente baseado no filme recentemente lançado. Agora, resta saber se isso tudo ainda traz um novo fôlego para a série, porque depois de certo tempo, corre-se o risco dela cair na mesmice. E isso é perigoso para um possível fracasso.

História
"The Forgotten Sands" traz o príncipe da Pérsia de volta ao universo do game "Sands of Time", que é um dos melhores de toda franquia, senão o melhor. Desta vez,  ele retorna, a mando de Sharaman - seu pai, para visitar seu irmão mais velho, Malik, que agora é o comandante de um reino em uma das fronteiras do território de Sharaman.

O motivo da volta é o aprendizado de habilidades de liderança e combate que Malik possui. Mas quando o príncipe chega, depara-se com um reino praticamente em ruínas e ainda sendo atacado por um exército imenso ainda desconhecido. Para ajudar no combate, Malik liberta o famoso exército mÁgico de Salomão, só que o tiro sai pela culatra, e o tal exército acaba se voltando contra Malik, aparentemente por alguma força maléfica maior do que ele imaginava.

O estrago é tanto que todo o povo acaba sendo transformado em estÁtuas, e o Castelo principal estÁ prestes a ser destruído por uma tempestade de areia. Cabe agora ao príncipe descobrir como derrotar o tal exército de Salomão. Mas isso é apenas o começo. O jogo possui reviravoltas - mas previsíveis -, alianças, dentre outras coisas que faz o jogador querer jogar cada vez mais para saber o que irÁ acontecer de fato.

{break::Jogabilidade}A jogabilidade bÁsica de "Prince of Persia: The Forgotten Sands" se mantém praticamente intacta com relação aos outros games da série. HÁ quem goste de ficar fazendo malabarismos em barras de ferro, colunas e etc., mas mesmo quem acha isso legal e bonito, pode se irritar com o passar do tempo e com a quantidade - em alguns momentos exagerada - de vezes que se tem que fazer certas coisas para se passar de fase. Isso sem falar nos "agradÁveis momentos" onde que no último "degrau" você acaba caindo e, assim, tendo que refazer tudo de novo, desde o início. É um tormento. 

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Talvez essa mecânica de checkpoints seja a mais odiada dos jogos de PC. Isso é claramente originÁrio dos consoles, onde o jogo salva automaticamente em determinados momentos, e caso o jogador morra nesse meio tempo, ele terÁ que refazer tudo de novo a partir do ultimo checkpoint. Fica óbvio que esse sistema não combina com o PC, onde o jogador tem liberdade para tudo.

Embora o game possua essa marca da franquia de fazer piruetas no ar, na parede, nas colunas e barras que porventura aparecem pelo caminho, em "The Forgotten Sands" eles estão realmente mais fÁceis de fazer. Parece que a Ubisoft acatou algumas reclamações de jogadores, relacionadas aos games anteriores, onde havia uma dificuldade um tanto exagerada para se fazer certos combos e piruetas no ar, onde se exigia uma sincronia bastante exigente que por um aperto de botão com um milésimo de segundo fora de hora, tudo ia por Água abaixo. Era frustrante realmente.

{break::Jogabilidade #2}Bom, "The Forgotten Sands" traz quatro poderes - controle da Água, fogo, vento e terra - que o príncipe encontra pelo caminho e os aprimora cada vez mais em um painel de "upgrade" usando os pontos obtidos durante a fase que jogou. Os poderes dão uma nova cara ao game, mas acaba se tornando muito fÁcil, principalmente quando aparece uma horda de inimigos. Dependendo do momento, com apenas o uso de um dos poderes, o jogador é capaz de acabar com todos os inimigos de uma só vez, o que acaba tirando um pouco a graça do jogo. Claro, nem sempre é assim.

Um poder interessante é o controle da Água, que aqui serve para ultrapassar obstÁculos. Nesse caso, a Água se congela e o jogador pode usÁ-la como barra, coluna e até parede. É interessante e bonito, e de fato, bem sacado.

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Nos combates de solo com uso de espada ou alguma outra arma, o jogo tende a ser aquele "apertar de botões desenfreado" que acaba sendo sempre a mesma coisa, e ficando até fÁcil. Algumas vezes aparecem inimigos maiores no meio de tantos outros "normais", sendo que esses maiores se defendem e você nunca o acerta, e não ser que use o botão de chute e logo depois de um golpe com a espada. É sempre assim: chuta e usa a espada.

Aquele que jogar Prince of Persia direto vai perceber com o tempo que existe essa "ordem de botões" para seguir com determinados inimigos. Com isso, fica extremamente fÁcil derrotar qualquer um que apareça pelo caminho, bastando para isso saber a combinação de golpes para cada um deles.

Embora o jogo pareça fÁcil demais em vÁrias ocasiões, ele é gostoso de jogar. Principalmente pelo uso dos poderes que são bem reproduzidos e dÁ até pra usar de certa tÁtica em determinados momentos.

{break::GrÁficos}Os grÁficos de "Prince of Persia: The Forgotten Sands" se mantêm no patamar de toda série, com seus altos e baixos. Mas mesmo assim é o maior destaque do game.

HÁ de se concordar que o visual do personagem ficou mais realista e claramente baseado no filme protagonizado pelo ator Jake Gyllenhaal. O mesmo pode-se falar de Malik com suas vestes bem detalhadas e cheias de acessórios dourados. Quase como uma armadura.

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Falando em vestimentas, as dos personagens são de um detalhismo impressionante, e que podem ser vistas nas screenshots que colocamos aqui na review. É incrível a quantidade de detalhes presentes em cada parte do corpo dos personagens, desde nos coletes, até nas ombreiras e cintos. Enfim, em tudo se podem notar pequenos detalhes que mostram o trabalho de arte e o cuidado que os produtores tiveram.

É interessante dizer que as animações de todos os personagens estão extremamente realistas, seja nas piruetas, na hora dos combates de solo com a espada, no uso de poderes, dentre outros. Percebe-se claramente que hÁ um aprimoramento substancial nesse quesito em relação aos outros games da série. Parece que quiseram deixar o jogo mais realista possível nas animações, e realmente conseguiram.

{break::GrÁficos #2}De fato todos os personagens, inclusive os inimigos, estão muito bem caracterizados, com uma qualidade impressionante, mas que destoa um pouco dos cenÁrios à sua volta em alguns momentos da jogatina.

Em vÁrias ocasiões, percebe-se que os ambientes não tiveram um cuidado tão grande assim como deveriam, principalmente locais com ruínas e/ou alguns cenÁrios externos. Mesmo ainda sendo boa, a diferença de qualidade - na texturização principalmente -, é algo que se nota com clareza. Mas isso acontece apenas em algumas partes. JÁ em outras, a qualidade se torna impecÁvel, principalmente em cenÁrios internos do PalÁcio, como algumas salas todas em mÁrmore, salas com "piscinas" e seus azulejos azuis que chamam atenção pela imponente beleza, os imensos salões onde guardam os tesouros do reino, dentre outros locais. Realmente bonito.

Agora, o que chama mais atenção realmente é o uso dos poderes presentes no game, como Água, terra, fogo e vento. A qualidade dos efeitos, principalmente no que diz respeito à Água, estÁ primorosa. Congelar a Água é um dos efeitos mais bonitos jÁ vistos em um game, tanto pela beleza em si, como pela qualidade que ficou o efeito no geral, propriamente dito. Em todos os quatro poderes principais, a qualidade estÁ acima da média realmente, mas mesmo assim, a Água continua sendo o destaque principal.

É bom salientar que mesmo com tantos detalhes, principalmente nos personagens, o jogo não se torna pesado. Muito pelo contrÁrio: estÁ levíssimo, levando-se em conta toda a qualidade grÁfica que ele oferece. Parabéns para a Ubisoft, que em meio a jogos bonitos visualmente, mas pesados ao extremo, ela consegue unir as duas qualidades em um game de ponta: beleza e leveza.

{break::Áudio & Conclusão}
Áudio

Apesar de ser muito bem produzida, principalmente na questão de efeitos especiais e ambientação, a dublagem algumas vezes falha na questão de qualidade. Acontece que em vÁrios momentos, as vozes são impecÁveis com uma qualidade excepcional, mas jÁ em outros, hÁ bastante variação no que diz respeito à sonoridade. Ou seja, em muitos momentos hÁ uma distorção no som que irrita um bocado.

É bom que se diga que esse problema pode estar relacionado aos efeitos sonoros produzidos por placas de som mais avançadas, jÁ que desligando esses efeitos - no meu caso uso uma X-Fi Fatality da Creative -, muitos desses problemas parecem sumir. O fato é que um simples patch poderia corrigir esse problema de compatibilidade, mas até o momento nada foi disponibilizado pela Ubisoft.

Mas mesmo com esse pequeno entrave, que parece ser de terceiros possivelmente vinculados a drivers de Áudio, a qualidade do Áudio em geral é ótima. E como de praxe, a trilha  continua impecÁvel, assim como nos outros games da franquia.  Ou seja, em time que estÁ ganhando, não se mexe.

Conclusão
Mais um game da franquia "Prince of Persia" estÁ nas prateleiras de todo país, trazidos pela Synergex. No geral pode até não ser o melhor de toda a série, mas o fato é que ele também não é o pior.

Com inúmeras novidades, principalmente com o visual do personagem claramente baseado no filme, e com poderes baseados no fogo, na terra, na Água e no vento, com efeitos especiais de uma beleza estonteante, "Prince of Persia: The Forgotten Sands" é um jogo que merece ser visto e apreciado sem medo.

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  • Redator: João Paulo Losada

    João Paulo Losada

    Gamer por natureza, JP Losada, ou simplesmente DJLosada como é conhecido por toda a comunidade gamer, é um grande conhecedor de games em geral. Eventualmente analisa lançamentos e comenta sobre os sucessos e decepções relacionadas aos games que chegam ao mercado através do portal Adrenaline. Jé escreveu para revistas de games, artigos para produtoras, além de ter citações em seu nome em caixas de jogos de PC lançados no Brasil. Possui parceria com algumas produtoras, principalmente de corrida

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