ANÁLISE: HTC Magic

ANÁLISE: HTC Magic

Que o mercado brasileiro de tecnologia ainda estÁ aquém do mercado internacional não é novidade. Infelizmente, uma série de fatores que todos jÁ estão carecas de saber impedem que os dispositivos de ponta lançados no exterior cheguem aqui simultaneamente. Isso jÁ melhorou muito em alguns setores, é verdade, mas ainda hÁ casos que chamam a atenção.

É o que acontece com este smartphone analisado por nós, o HTC Magic, aparelho que é considerado um dos grandes destaques da HTC no Brasil, mas que nem sequer ainda é vendido nos Estados Unidos. Basta uma visita ao site da HTC para ver uma linha de diversos smartphones que ainda não deram sinal por aqui.

Sem querer atirar pedras, vamos ao que interessa: Esse atraso torna o HTC Magic um celular ruim? De forma alguma. Basta pegÁ-lo em mãos para sentir que se trata de um smartphone refinadíssimo, de intimidar qualquer fanÁtico por iPhones da vida... Principalmente por ter um design de primeira e por ser dotado de sistema operacional Android – apesar de se tratar de uma de suas primeiras versões.

{break::Especificações}
Peso: 116g com a bateria
Processador: Qualcomm MSM7200A, 528 MHz
Bateria: recarregÁvel de íons de lítio
Capacidade: 1.340 mAh
Câmera: colorida de 3.2 megapixels com foco automÁtico
Aplicações: Gmail, Google Talk, Google Maps, Google Search, YouTube, Android Market, Picasa, Stocks, Twitter, Facebook, Flickr, Footprint, Visualizador PDF, Quick Office
Display: LCD TFT de 3.2 polegadas, com 65.536 cores
Resolução: HVGA de 320 x 480 pixels
Sistema Operacional: Android 1.5
Tipo de tela: Capacitiva
Memória ROM: 512 MB
Memória RAM: 288 MB
Slot de expansão: microSD (compatível com SD 2.0)
Teclado: Virtual
Redes:
HSPA/WCDMA 850/2.100 MHz;
Velocidades de até 2 Mbps de uplink;
7,2 Mbps de downlink;
Quad Band GSM/GPRS/EDGE: 850/900/1.800/1.900 MHz.
Conectividade:
Bluetooth 2.0;
Wi-Fi IEEE 802.11 b/g;
MiniUSB 2.0 de 11 pinos e conector de Áudio;
Antena GPS integrada.

{break::Fotos}

{break::Design e tela}Os usuÁrios que gostam de teclado slider podem chiar com este smartphone, jÁ que ele abre mão da praticidade de um teclado físico pela leveza de um design sem o "peso" deste acessório. O Magic pesa somente 116 gramas, e é bem fininho para um smartphone, compondo no geral um visual bem suave e esguio – o que se acentua pelo detalhe curvado do "queixo" do aparelho, que facilita ainda na hora do manuseio.

Todo o destaque do design é dado à tela do aparelho, com 3,2 polegadas e resolução 320x480 pixels. A resposta do sistema de touchscreen é excelente, não deixando a desejar e oferecendo uma interface bastante rÁpida. Mesmo com a ausência de teclado físico, a digitação no teclado virtual não é nenhuma tarefa de malabarista. A tela capacitiva ajuda muito neste ponto, "sentindo" os toques mais suaves e com as pontas dos dedos.

Quanto aos botões, o celular traz seis pequenas teclas prateadas abaixo da tela: Home, Menu, Voltar, Busca, Chamadas e Liga/Desliga. Quanto aos conectores, aí vem uma bola fora: o conector mini-USB que recarrega a bateria e transfere dados entre celular e PC é o mesmo utilizado para fones de ouvido, sem chance para fones de 3.5 mm.

{break::Multimídia 1}O HTC Magic tem uma câmera de 3.2 megapixels. Como sempre faço em minhas reviews de celulares, prefiro tirar algumas fotos e fazer algum vídeo e deixar que o leitor faça suas considerações mais aprofundadas. No geral, trata-se de uma câmera decente, sem estar entre as melhores do segmento, sem falar que não possui flash. A interface de câmera é a padrão do Android, jÁ conhecida por usuÁrios do sistema, com todos os filtros e opções de customização que o software oferece.

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Veja abaixo algumas fotos e o vídeo que capturei com o Magic:

{break::Multimídia 2}Quanto ao player de mídia, ele segue o padrão Android, sem mistérios e de fÁcil navegação e organização da biblioteca. A vantagem de um smartphone Android para quem gosta de encher o aparelho de músicas e não tem saco para lidar com softwares dedicados como iTunes ou outros utilizados por smartphones de outras empresas é a facilidade de arrastar e soltar os arquivos diretamente na pasta de música através do Windows Explorer. Se as tags estiverem todas corretamente preenchidas, o Android organiza automaticamente a biblioteca na interface do aparelho.

O sistema traz ainda um aplicativo dedicado ao Youtube. Através do aplicativo, é fÁcil pesquisar por vídeos e assisti-los em tela cheia - substituindo a tarefa de abrir o site de vídeos pelo navegador, pulando assim algumas etapas. Outro aplicativo na parte de multimídia que merece ser mencionado é o gravador de voz, que dispensa explicações.

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{break::Interface}O HTC Magic utiliza como sistema operacional a versão 1.5 do Android, e com isso você tem todas as opções de customização da Área de trabalho com atalhos e widgets, além de acesso ao Market para adquirir inúmeros aplicativos direcionados ao sistema. Até seis telas diferentes, que são "folheadas" arrastando o dedo no visor capacitivo, podem ser customizadas na desktop, permitindo ao usuÁrio deixar seus aplicativos mais visados à distância de dois toques.

Um diferencial do sistema deste aparelho é o aplicativo de administração de redes sociais Sense, que funciona de forma semelhante ao Blur da Motorola. No entanto, este aplicativo é bem mais discreto que o da Motorola, importando somente informações do Facebook, Flickr e Twitter – e, ainda assim, as atualizações do Twitter só aparecem no Peep, que é o cliente de microblogging do aparelho. Para quem não sabe como funciona o Blur, este tipo de aplicativo agrupa as atualizações de redes sociais de seus contatos, mostrando tudo em uma única interface.

Quanto à navegação na Internet, a excelente tela capacitiva dotada de multitouch e função pan & scan permite uma experiência totalmente intuitiva na hora de navegar na Internet. Dar zoom com o abrir e fechar dos dedos e arrastar a tela com a fricção de um dedo no visor funcionam de forma muito suave, facilitando bastante a navegação em uma tela diminuta como a de um celular – tarefa que ainda é vista com maus olhos por muitos.

{break::Aplicativos}No mais, a interface do HTC Magic vem recheada com uma série de aplicativos para facilitar a vida do usuÁrio logo de cara. Alguns que se destacam são o Google Maps, o leitor de arquivos de Office e o leitor de PDF.

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Outros como o Footprints e o aplicativo de ações servem mais como curiosidades.

{break::Conclusão}Na época em que chegou no mercado brasileiro – meados do ano passado – o HTC Magic ainda podia ser considerado um aparelho "must have" devido à falta de concorrentes com Android na praça. Seu preço, no entanto – mais de R$ 2 mil – colocava uma pulga atrÁs da orelha quanto à sua aquisição.

Agora, meses depois, o preço jÁ estÁ por volta de R$ 1.300, mas também hÁ outras opções com Android no mercado, deixando a disputa ainda mais acirrada. Aparelhos como o Motorola Dext e o Sony Xperia X10 (ambos analisados por nós) são só algumas que podemos citar.

Mas vale citar que o HTC Magic não deixa de ser um baita celular, que se destaca principalmente pela tela touch de alta qualidade e pelo design fino e compacto para um smartphone. Se você é um usuÁrio que estÁ querendo entrar no mundo do Android e procura por um modelo que lhe apresente de forma convincente a este mundo, esta é uma boa opção.

PRÓS
Ótima touchscreen
Tela grande
Design bonito e compacto
Multitouch facilita a navegação
CONTRAS
Câmera sem flash
Formatos de mídia limitados
Versão antiga do Android
Teclado slider pode fazer falta
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  • Redator: Mauro J. Barreto

    Mauro J. Barreto

    Formado em Jornalismo pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) em 2008, Mauro Barreto trabalha na redação da Adrenaline, em Florianópolis, desenvolvendo pautas, produzindo artigos, entrevistas e atualizando o site com notícias sobre os segmentos em que a Adrenaline atua. Também assina a coluna "Mundo Tech", onde comenta sobre assuntos relevantes do mercado de Games e Tecnologia. Até hoje é viciado em Street Fighter II e não troca seu iPod por nada.

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