ANÁLISE: AMD Phenom II X6 1090T

ANÁLISE: AMD Phenom II X6 1090T

Chega às mãos da Adrenaline, através da AMD do Brasil, o Phenom II X6 (Thuban), nova geração de processadores para desktops da AMD trazendo como grande destaque, o suporte a nada mais nada menos que 6 núcleos!

Curiosidades à parte, Thuban significa "dragão" em Árabe, bem como é o nome da principal estrela da constelação Draco (dragão), que, aliÁs, em tempos remotos, era utilizada como a estrela Polar Norte.

O modelo que utilizamos nesta review foi o 1090T, versão TOP que trabalha a 3.2Ghz, pertencendo ainda à linha Black Edition (com multiplicadores destravados, sonho de consumo dos overclockers de plantão). A AMD lançou ainda o 1055T, que opera em 2.8Ghz e o 1035T em 2.6Ghz.

Outra novidade presente na nova geração é o suporte a tecnologia Turbo CORE, que serÁ vista mais à frente em detalhes, mas jÁ podemos adiantar que é o recurso que turbina a freqüência de operação/clock do processador, dando assim uma "forcinha" extra no seu desempenho.

O Thuban chega trazendo uma nova perspectiva para o mercado, uma vez que oferece ao usuÁrio 6 núcleos por US$295 (1090T BE) e US$199 (1055T), contra US$999 do então solitÁrio Core i7-980X da Intel.

Não bastasse seu preço atrativo, os novos Phenoms II X6 não necessitam de uma plataforma específica, podendo ser utilizados em alguns modelos de placas mãe socket AM2+/AM2 com atualização de BIOS, reduzindo assim, ainda mais, o custo global da plataforma.

- Continua após a publicidade -

O fato curioso é que, decididamente, tanto Intel quanto AMD abandonaram de vez as referências aos clocks no nome do processador, fato este amplamente utilizado em um passado recente e que auxiliava na identificação e comparação entre produtos. Atualmente, como clock por si só jÁ não é uma verdade absoluta para identificar qual CPU é mais potente do que outra, as companhias decidiram adotar nomenclaturas que muitas vezes, acabam mais confundido ainda.

Exemplificando o fato acima, o nome Core i7-980X pouco (ou quase nada) diz respeito ao produto em si. Quem poderia ao menos, saber de ante mão que se trata de um processador com 6 núcleos?

JÁ a AMD, por outro lado, apesar de seguir a estratégia de nomes pouco amigÁveis, utiliza ao menos alguns artifícios que dão alguma pista ao usuÁrio. Assim, podemos tirar algumas conclusões do nome Phenom II X6 1090T BE. O "II" indica ser a segunda geração da linha Phenom, com o "X6" fazendo alusão a uma CPU hexa-core, o "T" indica que o processador suporta a tecnologia Turbo Core (detalhada em uma seção específica mais a frente) e por fim, o "BE" para identificar que se trata de um processador "Black Edition", com multiplicadores destravados.

No decorrer desta review, o leitor irÁ entender o motivo de tamanha discrepância entre as soluções da AMD e Intel, podendo assim fazer um melhor juízo de valor, para então decidir qual opção melhor atende a seus objetivos.

{break::Arquitetura M-SPACE}O Thuban é a versão para desktop do Istanbul, geração voltada para servidores (Opteron) da AMD, que, por sua vez, são baseados na macro arquitetura K10.

Assim como a Intel, a AMD possui uma macro arquitetura de construção de chips modular, chamada M-SPACE (Modular-Scalable Portable Accessible Compatible Efficient), que, a título meramente ilustrativo, seria como se fosse o mesmo conceito por trÁs da linha de brinquedos Lego, onde é possível "encaixar" módulos/estruturas ao die do processador.

Na verdade, o termo M-SPACE é um acrônimo para:

- Modular (Modular): Possui módulos como forma de aumentar a agilidade do projeto;
- Scalable (EscalÁvel/expansível): Linearmente expansível com adição de novos módulos;
- Portable (PortÁvel): Baixo consumo de energia, vital para dispositivos portÁteis/móveis;
- Accessible (Acessível): Plataforma aberta de contínuo aprimoramento;
- Compatible (Compatível): Retro-compatibilidade e facilidade de upgrade; e
- Efficient (Eficiência): Elevado nível de eficiência de comunicação entre chip e dispositivos de entrada e saída.

- Continua após a publicidade -

A estratégia por trÁs do M-SPACE é amplamente empregada na construção de GPUs, onde se cria uma GPU TOP e a partir dela são gerados "filhotes", ou seja,  versões mais simplificadas, com menos quantidade de unidades lógicas.

Desta forma, o M-SPACE supriu uma grande limitação da AMD: a necessidade de espaço "morto" disponível para a construção contínua de novos produtos.

{break::Detalhando o Phenom II X6}Conforme mencionado nos tópicos acima, o Phenom II X6 não chega a ser um produto "novo", uma vez que a geração Thuban é, na realidade, uma espécie de Istanbul para AM3, isto é, uma versão para desktop dos processadores para servidores (linha Opteron 2400/8400).

Além do socket, ao trazer o Istanbul para o mercado doméstico, a AMD fez algumas mudanças estruturais, como por exemplo, corte na quantidade de canais de comunicação do HyperTransport de 3 para 1, além do ajuste na controladora da memória que foi modificada para suportar módulos DIMMs "unbuffered".

Contudo, a AMD decidiu lançar o Thuban apenas agora, devido ao processo de fabricação. Não que o Phenom II X6 utilize uma nova litografia, como é o caso do Gulftown em 32nm. É que só agora que a litografia de 45nm chegou a um estÁgio suficientemente maduro, de forma a ter um baixo custo de fabricação, e assim dar as condições necessÁrias para se implementar para o segmento desktop.


A linha Phenom II X6 é um processador monolítico completamente funcional, com die medindo 346 mm², contra 258 mm² da geração Deneb (Phenom II X4 965) ou 248 mm² do Gulftown (Core i7-980X). Essa imensa diferença de Área é explicada em grande parte, pela relação entre a quantidade de transistores e litografia. Enquanto que o Deneb possui 758 milhões de transistores em 45nm, o Thuban mantém inalterado o processo de fabricação, mas com cerca de 904 milhões de transistores. Apesar do Gulftown possuir 1,17 bilhão de transistores, sua litografia mais refinada de 32nm acaba compensando tal fato.

A julgar pelos números postados acima, era de se imaginar que o Thuban tivesse um consumo de energia bastante elevado, o que na prÁtica não ocorre. AliÁs, seu TDP é 5W menor do que o Gulftown! São 125W contra 130W. O segredo para tal feito é, em parte, respondido pela a adoção de uma camada dielétrica "low-k" ao processo SOI (silicon on insular) de 45nm.

Um fato que chama bastante atenção na nova geração é a quantidade de memória cache L3. O Phenom II X6 manteve os mesmos 6MB em relação ao Deneb, ao passo que o Gulftown teve acrescidos 4MB aos 8MB do Bloomfield, totalizando assim 12MB. Muito provavelmente não havia espaço suficiente dentro do die do processador, além de que mais memória cache representa custo extra na composição do produto, encarecendo assim o preço final do processador. Contudo, tal fato se refletirÁ em algumas situações, como, por exemplo,  na execução de tarefas multimídia e imagens.


- Continua após a publicidade -

Abaixo o sumÁrio executivo do Phenom II X6 (Thuban):

• True Six Core Processing
• AMD Turbo CORE Technology
• L1 Cache: 128KB (64KB Instruction + 64KB Data) x6(six-core)
• L2 Cache: 512KB x6(six-core)
• L3 Cache: 6MB Shared L3
• 45-nanometer SOI (silicon-on-insulator) technology
• HyperTransport 3.0 16-bit/16-bit link at up to 4000MT/s full duplex; or up to 16.0GB/s I/O bandwidth
• Up to 21GB/sec dual channel memory bandwidth
• Support for unregistered DIMMs up to PC2 8500 (DDR2-1066MHz) and PC3 10600
• Direct Connect Architecture
• AMD Balanced Smart Cache
• AMD Dedicated Multi-cache
• AMD Virtualization (AMD-V™)Technology
• AMD PowerNow 3.0 Technology
• AMD Dynamic Power Management
• Multi-Point Thermal Control
• AMD CoolCore Technology

{break::Turbo CORE}A AMD implementou na linha Thuban, um dos recursos mais cobiçados dos últimos tempos: o "overclock" dinâmico do processador.

Chamado de Turbo CORE, a tecnologia é, de certa forma, semelhante à Turbo Boost da Intel - ou pelo menos tem o mesmo fundamento geral: aumentar a eficiência no processamento, embora não tenha o mesmo "refinamento" que a de sua rival.

Para entender melhor o funcionamento do Turbo CORE, é preciso primeiramente compreender como funciona a tecnologia concorrente.

O Turbo Boost equilibra habilmente a relação entre freqüências de operações e consumo de energia, aumentando o clock com cargas de trabalho multithread leves e reduzindo as freqüências à medida que mais núcleos são utilizados. Enquanto houver margem térmica disponível, o Turbo Boost irÁ manter as freqüências de operações acima do clock padrão da CPU, mesmo com todos os núcleos ocupados.

A tecnologia de overclock dinâmico da Intel emprega uma rede de sensores térmicos "on-chip" e uma vasta quantidade de sofisticados micro-controladores embutidos dedicados ao gerenciamento de energia, garantindo o melhor uso da margem térmica disponível.


Em linhas gerais, o Turbo CORE aumenta o clock do processador em aplicações que não necessitem (ou não aproveitem) de grande quantidade de núcleos ativos. Enquanto o Turbo Boost pode manter todos os núcleos overclockados, a tecnologia da AMD desabilita os núcleos não utilizados e turbina o clock daqueles que efetivamente estão "ocupados".

O funcionamento é simples. Quando o processador receber uma tarefa onde no mÁximo 3 núcleos são requisitados, o recurso Cool'n'Quiet entra em ação e diminui a freqüência de operação dos "cores" inativos para apenas 800Mhz. Desta forma, o consumo global de energia diminui, abrindo margem para que o Turbo CORE atue nos núcleos ativos, aumentando em mais 400-500Mhz (a depender do modelo do processador) ao clock padrão. A título informativo, o Phenom II X6 1090T passa dos 3.2Ghz para 3.6Ghz, enquanto o 1055T vai de 2.8Ghz para 3.3Ghz. Como forma de garantir maior estabilidade ao sistema, o Turbo CORE aumenta o VCore do processador em 0.15V.

Apesar da grande "sacada", a tecnologia da AMD não é tão "elegante" quanto o Turbo Boost, uma vez que o Thuban não tem um recurso equivalente ao "power gate" da Intel, o que impede, por exemplo, de simplesmente "desligar" os núcleos ociosos.

O incremento dinâmico de clock vem se provando bastante útil, principalmente na atual fase de transição de aplicações single threaded (ou com baixo uso multi threaded) para o futuro, que é a utilização de mais de 4 threadeds simultâneos.


Para que o Turbo CORE funcione de forma segura e correta, é necessÁrio que o Cool'n'Quiet esteja ativado, uma vez que este irÁ fazer os devidos ajustes nos multiplicadores da CPU, mantendo ainda o TDP dentro do padrão de 125W.

Enquanto o comportamento do Turbo Boost pode variar de chip para chip e de sistema para sistema, dependendo das propriedades térmicas da CPU em particular e do cooler utilizado, os processadores com suporte ao Turbo CORE são selecionados para atender certas condições térmicas na fÁbrica, e cada CPU com um determinado número de modelo deve se comportar de forma idêntica a todos os outros.

Outra boa notícia é que a AMD irÁ ampliar o uso do Turbo CORE para as linhas "mais simples" de processadores, como é o caso dos novos Phenom II X4 baseados na geração Zosma.

{break::AMD 890FX}Em novembro de 2007, a AMD revelou um novo posicionamento de mercado, introduzindo não apenas produtos "separados", mas sim toda uma plataforma tecnológica. Na época, a companhia lançou a "Spider", plataforma que consistia do processador Phenom, chipset série 700 e placa de vídeo Radeon série 3000.

Pouco mais de um ano, em janeiro de 2009 a companhia atualizou toda a sua linha, com a adição da "Dragon", composta pela segunda geração do Phenom, atualização do chipset 700 (com novo southbridge) e a famosa linha Radeon série 4000.

Eis que então em 2010 chega a vez do "Leo", composto pelo novo Phenom II X6, chipset série 800 e da cobiçada Radeon HD 5000.

A geração Thuban trouxe, junto consigo, o chipset 890FX, versão TOP da nova linha de placas mãe AM3, tendo como uma das grandes diferenças em relação à recém lançada 890GX a ausência do vídeo integrado Radeon HD 4290.

Apesar da AMD ter o domínio da litografia de 40nm nas GPUs e 45nm nas CPUs, a companhia continua a utilizar o processo de 65nm no novo chipset.


Na realidade, o 890FX possui 4 grandes atrativos, abaixo descritos:

•Suporte nativo ao SATA 6Gb/s;
•Suporte ao USB 3.0 (através de chip externo empregado pelas fabricantes de placas-mãe);
•4 slots PCI-E (2x16 or 4x8); e
•Suporte à tecnologia IOMMU 1.2.

Embora atualmente o chipset 890 não possua suporte nativo ao USB 3.0, diversas fabricantes, como forma de agregar valor ao sue produto, irão adicionar chips de terceiros que darão compatibilidade ao novo padrão de transferência de dados. Contudo, a AMD informou que jÁ estÁ trabalhando para implementar suporte nativo ao USB 3.0 em futuras revisões do southbridge.

A AMD vem se destacando nos últimos anos no quesito de compatibilidade entre seus produtos, mesmo que de diferentes gerações. Sendo assim, é possível, por exemplo, utilizar uma placa mãe com o chipset 890 (socket AM3) em processadores AM2/AM2+ e vice-versa (o mesmo ocorre em parte também nas memórias DDR2 e DDR3). Desta forma, o custo global da aquisição e upgrade de produtos da companhia tem seu preço reduzido de forma significativa.

Isso é possível graças ao modelo de construção do processador/chipset adotado pela companhia. Enquanto a Intel transferiu grande parte das funcionalidades do Southbridge ao die da CPU, a AMD por sua vez adota o tradicional método de separação do chipset, consistindo pelo Northbridge (NB) e Southbridge (SB). Apenas a controladora de memória DDR3 estÁ presente no die dos processadores AM3. Todas as demais funcionalidades de expansão e I/O (dispositivos de entrada e saída) estão no chipset. Contudo, por questões de limitações técnicas do atual modelo, a companhia deverÁ mudar no futuro.

Com o 890FX e CPUs AM3 (como o Thuban), hÁ o suporte nativo às memórias DDR3 de 1333Mhz, enquanto o processador e o NB se comunicam via Hyper Transport 3.0, com largura de banda de 5.4GT/s, eliminando assim qualquer eventual gargalo.

O NB do atual modelo dual chip da AMD atua como um hub controlador para a maioria dos dispositivos PCI-E 2.0, facilitando assim as comunicações entre o SB850 e o processador. Uma GPU de 32 camadas de PCI-E é dividida em dois slots de 16x ou eventualmente disperso em quatro 8x, dando assim uma incrível flexibilidade para configurações em CrossFire (mais de uma VGA na placa mãe).

JÁ o restante das 10 camadas PCI-E são dividas em um grupo de 4 camadas, enquanto um dispositivo adicional de 6 camadas 1x pode ser disperso conforme necessÁrio para componentes integrados, como controladores de Áudio e rede.

Ao que parece, a utilização da terceira geração do Alink Express com interface de 2GB/s trouxe um ganho de performance na comunicação dos dispositivos/componentes do sistema, provavelmente pela melhoria de se passar de um canal PCI-Express 1.1 de 4x para um 2.0 de 4x.


Outra melhoria foi a adoção do SATA de 6Gbps, o que é uma ótima notícia para quem tem, ou pretende comprar, SSDs de altíssima velocidade, como o Sandforce 1500, permitindo assim taxas de leitura e escrita acima dos 300MB/s.

Por último, mas não menos importante, o chipset 890 traz uma tecnologia que deve elevar em um futuro próximo o desempenho global dos computadores, precisamente em se tratando do uso de RAID 6 em SSDs.

Uma das possíveis soluções para os atuais gargalos/limitações do uso do RAID 6 em SSDs estÁ em dissociar as traduções de endereço de memória para solicitações de E/S do controlador de memória principal e ter uma partição de memória dedicada que trata apenas das solicitações de E/S. Esta função pode ser ativada usando uma unidade de gestão de memória dedicada (MMU) semelhante ao que é usado na CPU. Uma vez que esta MMU é dedicada exclusivamente para o trÁfego de memória de E/S, o nome apropriado para isto chama-se IOMMU. Os IOMMUs não são realmente algo completamente novo, uma vez que algo semelhante jÁ fora utilizado na época da boa e velha interface AGP, mais precisamente em sua Tabela de Remapeamento de Endereço GrÁfico (GART).

 A versão 1.2 do IOMMU não possui qualquer restrição em termos de abertura de grÁfico e permite aos periféricos usarem todo o espaço de memória utilizado pela virtualização de endereço de E/S, e - o mais importante - a proteção do espaço de endereçamento.

Cada dispositivo é atribuído a um domínio de proteção para definir as pÁginas de tradução de E/S e especificar as permissões de leitura / gravação para cada pÁgina. Toda pÁgina de tradução de E/S é armazenada em um "translation lookaside buffer" (TLB). Os IOMMUs são realmente de interesse principalmente em um ambiente VMM, a fim de aumentar a eficiência da virtualização de dispositivos de E/S pela atribuição real de dispositivos para "convidados" dos  sistemas operacionais.

JÁ para o usuÁrio doméstico tradicional, especialmente em um ambiente Windows, a implementação atual é basicamente irrelevante, uma vez que nenhuma das versões atuais do Windows suportam a tecnologia IOMMU.

{break::Outras tecnologias}


Confiram abaixo outros destaques tecnológicos presentes na linha Thuban, tirados de textos oficiais da AMD:

• Direct Connect Architecture – Trata-se da tecnologia concebida para reduzir gargalos de dispositivos baseados no modelo de arquitetura FSB (front-side bus), através do uso de links de alta velocidade dedicadas e separadas entre o processador e a memória principal, bem como entre a CPU e os dispositivos de E/S;

• HyperTransport 3.0 Technology – Em sua terceira geração, o HyperTransport suporta transferências de dados de até 20,6GB/s.  A tecnologia provê uma largura de banda de dados mais do que suficiente para suportar jogos e vídeos em altíssimas resoluções;

• AMD Balanced Smart Cache – Trata-se do uso de uma estrutura altamente eficiente de memória cache nível L3 compartilhada, que ajuda a reduzir a latência da memória principal RAM, permitindo um rÁpido acesso e comunicação entre os núcleos do processador, de forma a salientar a performance multithread e multitarefa;

• AMD Dedicated Multi-cache – É a combinação do uso das memórias cache dedicadas L1 e L2 de forma a aumentar a performance global do sistema, ao permitir que os núcleos trabalhem de forma mais eficiente;

• AMD Virtualization (AMD-V) Technology – É o aprimoramento no conjunto de funcionalidades concebidas para melhorar a performance, confiabilidade e segurança dos atuais e futuros ambientes de virtualização, pelo suporte de aplicações virtualizadas com rÁpido acesso à memória alocada. Como benefício, o AMD-V auxilia que o programa de virtualização rode de forma mais eficiente e segura, em ambientes com o modo Windows XP ativo;

• AMD PowerNow 3.0 Technology – Trata-se do recurso que pode prover uma substancial melhoria no gerenciamento de energia, de forma automÁtica e transparente ao usuÁrio, sem gerar perda de desempenho.  A tecnologia inclui ainda o eficiente design multi-core de 45nm, gerenciamento avançado de energia e estados de performances adicionais. Desta forma, o usuÁrio terÁ performance quando necessitar e economia de energia quando não estiver a todo "vapor";

• AMD Dynamic Power Management – É o recurso em que se divide o plano de energia, permitindo assim dois planos de voltagens independentes, um para o processdor e outro para a controladora de memória para um maior controle sobre a performance baseada nas demandas do sistema. Como benefício, hÁ uma melhora na eficiência da plataforma, ao fornecer uma performance de memória sob demanda, enquanto que se permite reduzir o consumo de energia;

• Multi-Point Thermal Control – Proteção ao processador composto por múltiplos sensores através do die, desenhado para reduzir a velocidade e calor quando a temperatura de operação exceder os limites pré-definidos; 

• AMD CoolCore™ Technology – Trata-se do controle de transistores que pode automaticamente reduzir o consumo de energia do processador, pelo desligamento de certas Áreas inutilizadas do mesmo, aumentando assim a eficiência energética do sistema.

{break::MÁquinas/Softwares utilizados}Nessa review comparamos o processador AMD Phenom II X6 1090T com o AMD Phenom II X4 955, que também possui clock de 3.2GHz, e com o Intel Core i7 920 que possui clock de 2.66GHz. Como hÁ algumas semanas fizemos a review do Core i7 980X, colocamos ALGUNS dos resultados dele nos comparativos dessa review, mas não em todos, jÁ que não tinhamos alguns resultados do 980X. Abaixo detalhes.

MÁquinas utilizadas nos testes:

- Processador AMD Phenom II X6 T1090 BE, Placa mãe Asus M4A79T-Deluxe, Memórias 6GB (3x2GB) G.Skill Trident DDR3 PC16000, Cooler CoolerMaster V8


- Processador AMD Phenom II X4 955 BE, Placa mãe Asus M4A79T-Deluxe, Memórias 6GB (3x2GB) G.Skill Trident DDR3 PC16000, Cooler CoolerMaster V8

- Processador Intel Core i7 980X, Placa mãe Intel DX58SO, Memórias 6GB (3x2GB) G.Skill Trident DDR3 PC16000, Cooler BOX

- Processador Intel Core i7 920, Placa mãe ECS X58B-A, Memórias 6GB (3x2GB) G.Skill Trident DDR3 PC16000, Cooler Thermalright Venomous X

- HiS Radeon 5870 Turbo (em todos os sistemas)
- HD 1TB Sata2 Western Digital (em todos os sistemas)
- Fonte XFX 850W Black Edition (em todos os sistemas)

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows Vista 64 Bits com Updates
- ATI Catalyst 10.3

Aplicativos/Games:
- WinRAR 3.93
- Sandra Lite 2010 (16.41)
- x264 HD Benchmark 3.18
- Cinebench 11.5
- Grand Theft Auto 4
- Just Cause 2

{break::WinRAR, Sandra, wPrime}Começamos os testes com o WinRAR, onde o 1090T finalmente fez o que outros processadores da AMD não fizeram antes, passar o resultado alcançado pelo i7 920, mesmo que por muito pouco.

A melhoria sobre o 955 foi bem grande. Como ambos possuem o mesmo clock, tudo indica que isso se dÁ ao fato dos 2 cores extras do 1090T, afinal esse é seu principal atrativo.

{benchmark::626}

SiSoftware Sandra 2010
Assim como no WinRAR, com o software de benchmark do Sandra outro bom resultado na comparação com processadores da Intel, mesmo menos quando o assunto é i7 920. Reparem que 1090T praticamente iguala o score do i7 920, diferente do 955 que fica bem atrÁs.

{benchmark::627}

wPrime 2.03
O wPrime é um aplicativo de stress test, que faz o processador trabalhar em FULL LOAD com todos seus cores em uso.

Podemos ver que o 1090T se sai muito bem, 70 segundos abaixo do i920, e mais de 130 a menos que o 955, um grande avanço para a AMD, no caso desse aplicativo em especial, mostrando muito bem o quanto os cores (núcleos) extras resultam em desempenho melhor em uma aplicação que faça uso de todos os cores do processador.

{benchmark::628} 

{break::x264 HD, CineBench}O x264 HD é outro teste muito interessante, que utiliza o mÁximo do processador e de seus cores através de codificação de vídeo.

Abaixo, podemos ver que o 1090T alcança um desempenho muito interessante, mas diferente de outros resultados como o apresentado pelo wPrime, a diferença para com o 955 não é tão grande, "apenas" 5 FPS, que representam menos de 7%.

{benchmark::629}

CineBench
O CineBench é um aplicativo que costuma ter melhores resultados por parte dos processadores da Intel. Ele consiste em renderizar uma imagem, colocando todos os cores do processador para trabalhar, com isso, quanto mais cores, mais rÁpido a renderização pode ser finalizada.

Abaixo podemos ver que o 1090T ultrapassou o resultado alcançado pelo i7 920, mas a maior diferença foi em cima do 955, com cerca de 50% de melhora no desempenho final. Um bom exemplo de como mais cores podem fazer a diferença.

{benchmark::630}

{break::Grand Theft Auto 4}Eu estava muito curioso pelos resultados que esse teste apresentaria, jÁ que em diversas discussões dentro do nosso fórum criticavam algumas reviews recomendando o uso do Grand Theft Auto 4 para benchmarks de processadores, mesmo vendo poucos sites internacionais utilizando ele.

Para minha surpresa, ou não, o Grand Theft Auto 4 não conseguiu mostrar muita diferença entre os processadores. Abaixo vemos que os resultados do i7 920 são um pouco melhores, mas nada que possa ser destacado. JÁ a diferença entre 1090T e 955 também é praticamente nula, mostrando que o game não faz uso dos cores extras do 1090T, pelo menos não por enquanto.

{benchmark::631}

{benchmark::632}

{benchmark::633}

{benchmark::634}

{break::Just Cause 2}Fizemos também benchmarks em cima do Just Cause 2, game solicitado por alguns usuÁrios que utilizaria mais processamento do CPU do que outros games.

Abaixo vemos resultados semelhantes aos apresentados pelo GTA4, ou seja, pouca mudança no resultado final entre os processadores, com exceção da resolução de 1024x768, onde o i7 920 alcança um resultado bem acima dos outros se analisando a diferença das demais resoluções.

{benchmark::635}

{benchmark::636}

{benchmark::637}

{benchmark::638}

{break::Temperatura}Os testes de temperatura mostraram um grande avanço da AMD nesse quesito. Sempre destacando que os processadores da AMD nessa review utilizavam o mesmo cooler.

Abaixo podemos ver que a empresa conseguiu diminuir em nada menos que 15 graus a temperatura com o processador em estado ocioso, isso comparando o 1090T com o 955 que também possui clock de 3.2GHz - impressionante.

{benchmark::639}

Rodando um game, a diferença foi de 10 graus, nesse caso cerca de 20%, resultado muito bom mostrando que a melhora não foi apenas com o sistema em modo ocioso.

{benchmark::640}

Para confirmar que a melhora é com o processador em espera ou em uso, com o teste do wPrime que coloca o processador em FULL LOAD por alguns minutos, a diferença do 1090T para com o 955 é de 14 graus, representando quase 30% de diferença, confirmando o excelente trabalho da AMD quando o assunto é a temperatura gerada pelo processador.

{benchmark::641}

{break::Overclock: wPrime, x264 HD, CineBench}Utilizamos a mainboard Asus M4A79T Deluxe para a review desse processador, uma das melhores opções custo/benefício do mercado para processadores socket AM3. Infelizmente nesse caso tivemos alguns problemas, onde devido a ainda não ter uma bios mais otimizada para processadores de 6 cores, acabamos tendo certa dificuldade para overclockar o sistema.

Diante dessa dificuldade, não poderia deixar de consultar o melhor overclocker do país com diversos recordes mundiais: Ronaldo Buass, líder da equipe Team Adrenaline de overclock. Ronaldo me deu algumas dicas importantes e que surtiram efeito, sendo que conseguimos deixar o processador a 3.9GHz. Existe diversas reviews pela web onde o 1090T chega a 4.0GHz e até mesmo 4.1 ou 4.2GHz em alguns casos, mas isso com mainboards baseadas no chipset AMD 890, que tem otimizações para os novos processadores de 6 cores da AMD.

O Ronaldo vai pegar esse mesmo processador daqui a alguns dias e iremos solicitar a ele alguns testes com overclock extremo para ver até onde o "bichinho" vai. Com um modelo "engineering sample" de 6 cores da AMD, o clock alcançado por Ronaldo foi de impressionantes 6.7GHz - lógico que isso com equipamentos específicos para overclock como nitrogênio liquido etc.

wPrime
Com o overclock de 3.2GHz para 3.9GHz o resultado alcançado pelo wPrime foi consideravelmente melhor, quase 50 segundos a menos, representando cerca de 20%.

{benchmark::642}

x264 HD
Com o teste de decodificação de vídeo, a melhora também foi muito boa com o overclock realizado, mais de 10% como podemos ver abaixo. Em aplicativos desse tipo onde codificações de vídeo podem demorar horas, o overclock pode ser muito vÁlido como vemos, principalmente se o tempo total para codificação de um determinado vídeo é alto.

{benchmark::643}

CineBench
Outro teste, e novamente com bom ganho, chegando a 15% de melhora para o processador quando overclockado. Assim como acontece com o x264 HD, o CineBench é um aplicativo de renderização de imagem e que pode ter grande ganho de tempo no trabalho se for feito overclock do processador.

{benchmark::644}

{break::Overclock: GTA4}Diante do que os processadores apresentaram em modo stock (sem overclock) com o game Grand Theft Auto 4, não adianta esperar que um overclock faça milagres.

E foi isso mesmo o que aconteceu: Apesar de haver uma melhora, ela não passa de 5%, como podem ver abaixo nos grÁficos.

{benchmark::645}

{benchmark::646}

{benchmark::647}

{benchmark::648}

{break::Overclock: Temperatura}Tinha ficado surpreso com as temperaturas do 1090T quando o processador em stock, e novamente aconteceu com ele overclockado.

Com o processador trabalhando a 3.9GHz, sua temperatura se manteve a mesma com o processador em modo ocioso (em espera) e também quando rodando um game, o que não é comum, ou pelo menos não era.

A temperatura subiu apenas quando o processador estava em FULL LOAD através do software wPrime, chegando a 41 graus, dois a mais que o 955 em modo ocioso, mostrando o excelente trabalho da AMD nessa característica.

{benchmark::649}

{break::Conclusão}Conforme ficou muito claro nesta review, o Phenom II X6 1090T BE não foi pÁreo em termos de desempenho para o também hexa-core da Intel, o Core i7-980X. Contudo, é preciso ser bastante claro e objetivo. Apesar de ambos processadores possuírem 6 núcleos, nitidamente cada um tem o seu campo de trabalho.

Se o usuÁrio estiver necessitando de um processador extremamente poderoso para executar tarefas multimídia, animações, processamento de imagem, cÁlculos para simulações e afins, e que não esteja muito preocupado com o custo benefício (até porque trata-se de uma variÁvel intangível e relativa/pessoal), a escolha nítida, sem titubear, chama-se Gulftown (Core i7-980X).

Contudo, caso o fator preço seja variÁvel preponderante além da performance, o Phenom II X6 1090T BE deve ser seriamente levado em consideração na hora da compra. O mesmo raciocínio vale para os gamemaníacos de plantão (à exceção dos entusiastas e hardgamers profissionais), uma vez que somado o preço do Thuban 1090T + Radeon 5870 + placa mãe AM3 sai em média, US$900, ou seja, US$99 a menos do que os US$999 do Core i 7-980X.

Apesar de mais uma vez apresentar produtos com uma excelente relação entre custo x benefício, o mercado como um todo esperava algo a mais da geração Thuban. Como pôde ser visto, a adição de 2 novos núcleos não trouxe grande benefício na maioria dos testes realizados. Mesmo tendo ciência que, em parte, os softwares ainda não estão projetados para tirar o mÁximo dos recursos dos processadores de múltiplos threads, a limitação da memória cache L3 irÁ impactar negativamente na performance da CPU.

Outro ponto a ser destacado é o atraso na adoção de uma litografia mais refinada. Se no campo das GPUs a AMD, através da ATi, estÁ um passo a frente de sua rival, no mundo dos processadores a coisa é bem diferente. Certamente o uso de um processo de 32nm traria expressivos benefícios ao Thuban, como por exemplo, possibilidade no aumento do cache L3, além é claro, de clocks mais elevados. Tudo isso daria aos Phenoms II X6 maior competitividade em termos de desempenho frente aos Core i7.

O fato positivo é que com a chegada da geração Thuban, deverÁ haver uma ampla adoção de processadores de 6 núcleos, o que poderÁ finalmente "sensibilizar" as produtoras/software houses, a adotarem programas full multi-threads.

Assuntos
Tags
  • Redator: Redação

    Redação

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.