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Intel inclui processadores de 12ª geração em notebooks ultraportáteis

Existem opções para todas as faixas de consumo e designs

26/01/2022 às 12:00 por Mateus Lecchi
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Na CES 2022  a Intel apresentou sua nova linha de processadores para desktops e notebooks de alto desempenho, sem muitas informações sobre os processadores para ultraportáteis. Neste mês de janeiro a empresa realizou anúncio dos seus processadores para estes dispositivos. A Intel normalmente aborda o mercado de ultraportáteis com seus processadores da série U, esses processadores começaram com modelos dual-core e 9W de consumo base, escalando para os modelos quad-core com 28W de consumo base. Desta vez, a Intel está mudando, em parte devido ao novo design de núcleos híbridos.

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Linha P, potência sem consumo elevado

Começando com o processador de baixo consumo de 9W, a Intel o classifica como um processador da série U com dois núcleos de desempenho, oito núcleos de eficiência e 96 unidades de execução de gráficas. Tal como acontece com os processadores Tiger Lake de potência ultra baixa, estes usam um design Intel conhecido como 'BGA Type4', ou 'UP4', que combina a CPU e o chipset no mesmo pacote e é o “menor pacote” de processador que eles oferecem.

Com os modelos de 15W, estamos na série U mais tradicional, o tamanho do pacote aumenta para o que a Intel chama de BGA Type3, ou UP3, mas você notará que o layout da CPU parece idêntico ao da versão de 9 W. Isso porque é o mesmo – até dois núcleos de desempenho e oito núcleos de eficiência, depois 96 unidades de execução em gráficos. Isso será importante: para um mercado prontamente atendido hoje pelo Core i9-1195G7 – um processador de 15 W de 11ª geração com quatro núcleos de desempenho – a Intel está adotando menos núcleos de desempenho e mais núcleos de eficiência para seus chips de 12ª geração . Também vale a pena notar que o chipset também está no die, mas oferece mais funcionalidade do que os chips de 9W.

Então, à medida que avançamos para os processadores de maior potência, a Intel está introduzindo uma nova série chamada P, projetada para rodar a 28W. A Intel tecnicamente usou P antes, mas no desktop, e depois o substituiu por F. Neste caso, no entanto, a série P permanece nesse formato UP3, mas obtém o silício maior e mais poderoso, com até seis núcleos de desempenho, oito núcleos de eficiência e as mesmas 96 unidades de execução para os gráficos integrados. A ideia aqui é que um fornecedor possa fazer um notebook UP3 e equipá-lo com um chip da série P de alto desempenho ou com um chip da série U aproveitando o mesmo design.

Talvez seja por isso que a Intel não fez a apresentação desses processadores na CES, devido a este realinhamento da classificação de seus segmentos de 9/15/28W. O que costumava ser 4 núcleos agora é 2+8 núcleos, e isso também se expande nas listas de processadores, onde começamos com modelos de 5 núcleos e terminamos em 14 núcleos.

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Também vale a pena notar que a nomenclatura desses processadores mudou em relação à geração anterior – eles não estão mais recebendo sufixos G7, G4 e G1 de acordo com as configurações gráficas. Agora a Intel está apenas indicando desempenho, usando um P ou um U para esta classificação. No topo da série P está o Core i7-1280P, e é o único processador da série P com tudo ativado. Possui seis núcleos de desempenho, oito núcleos de eficiência e oferece uma frequência turbo máxima de 4,8 GHz. Ele tem todos os núcleos gráficos rodando em um clock máximo de 1,45 GHz e um consumo máximo de energia no modo turbo de 64 W.

Os outros modelos do Core i7, o i7-1270P e 1260P, perdem dois dos núcleos de desempenho e, em troca, obtêm frequência base extra nos núcleos de desempenho e eficiência. A perda de dois núcleos também reduz o tamanho do cache L3 de 24 MB para 18 MB, o que afetará algumas métricas de desempenho, especialmente se esses processadores estiverem emparelhados com placa de vídeo dedicada. 

Na faixa intermediária, os processadores Core i5 têm as mesmas configurações de 4 + 8 núcleos que a maioria dos i7, mas tem ligeira redução na frequência turbo e nos gráficos, caindo de 96 unidades de execução para 80 unidades de execução. Esta é uma queda de 16%, mas as frequências ainda são equivalentes. A Intel ainda lista esses processadores como 28W base e 64 W turbo.

Na entrada está o Core i3-1220P, que oferece apenas dois núcleos de eficiência e oito núcleos de desempenho. Os gráficos integrados também foram reduzidos, com outra queda para 64 unidades de execução, mas ainda com a mesma janela de potência de 28-64 W. Este Core i3-P se parece muito com o que os principais processadores Core i7-U serão nessa configuração.

Linha U, ultra economia, sem deixar na mão

Se a transição de P para U não ficar claro para o consumidor que existe diferença de potência/consumo, a Intel também faz essa distinção colocando 5 como o último dígito em cada processador. Isso porque os modelos com final 0 são os de 9W de consumo que estão mais adiante na lista.

O Core i7-U de 15W é composto por dois processadores, cada um com dois núcleos de desempenho e oito núcleos de eficiência, sendo que o Core i7-1265U possui um clock turbo de até 4,8 GHz. Ambos possuem 96 unidades de execução para gráficos rodando em até 1,25 GHz, que é um pouco mais lenta que a série P. Mas a faixa de potência está listada como 15W na base e 55W no modo turbo. Em comparação, esta não é uma grande diferença em relação a série P.

O Core i5-U de 15W tem a mesma redução de núcleos do i7 para i5 que vimos na série P. Ainda temos dois núcleos de desempenho e oito núcleos de eficiência, mas os gráficos integrados caem de 96 para 80 unidades de execução. A faixa de potência de 15-55W ainda é a mesma.

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Na parte debaixo existe um único Core i3, rodando em uma configuração 2+4 com 64 unidades de execução gráfica, mas é o Pentium e o Celeron que chamam atenção. Tanto o Pentium 8505 quanto o Celeron 7305 (observe que não há indicação da série U) são executados com apenas um único núcleo de desempenho, quatro núcleos de eficiência e 48 unidades de execução em gráficos. Listando o Pentium com frequências turbo de até 4,4 GHz, enquanto o Celeron continua sem nenhum tipo de capacidade de turbo boost. Apenas uma configuração de 5 núcleos.

Curiosamente, quando passamos para a família de hardware de 9W, não há grande mudança, cada configuração ainda tem a mesma contagem de núcleos que a versão de 15W, embora em cada caso as frequências básicas sejam mais baixas. Esses processadores de 9W também têm um consumo máximo de energia de 29W no modo turbo. Vale ressaltar que, embora os dois i7s pareçam idênticos, o i7 top suporta os recursos vPro Enterprise, enquanto o outro suporta apenas vPro Essentials. A mesma agama de recursos também existe para os modelos do Core i5.

E o suporte a memórias?

Entre as três famílias de processadores, existem algumas diferenças. Os processadores de 9W suportam LPDDR4-4267 e LPDDR5-5200, enquanto os processadores de 15W e 28W suportam tanto DDR4-3200 quanto DDR5-4800. Normalmente, a mudança de LPDDR para DDR significa o dobro da capacidade máxima de memória disponível, levando a 128GB em DDR4/DDR5 e apenas 64GB em LPDDR4/LPDDR5.

Os processadores de 28 W também possuem Turbo Boost Max 3.0, que é o nome que a Intel dá para o núcleo “preferido”. Isso significa que um dos núcleos do Core i7 da série P é designado como o “melhor” núcleo e pode aumentar sua frequência mais do que os outros, normalmente +100 MHz ou +200 MHz, dependendo da configuração. Isso empurraria o Core i7-1280P de 4,8 GHz para 5,0 GHz, dependendo do design de resfriamento e de energia do dispositivo.

Outros detalhes são TBD, uma vez que a Intel não forneceu detalhes completos do chipset e suporte PCIe para estes processadores. Isso ocorre apesar do próprio comunicado de imprensa da Intel para a CES afirmar que as “plantas” do design U-Series e P-Series estarão disponíveis no primeiro trimestre, designs habilitados para Evo chegarão no primeiro semestre do ano, incluindo dobráveis, 2 em 1, destacáveis e outros designs.

Com a AMD empurrando seus processadores de 15W mais para a faixa de 28W, afirmando que fez um avanço em seu design de potência, é interessante ver que, em vez disso, a Intel reduziu sues processadores de 45W para 28W. Se a divulgação não for clara, pode ser confuso para um usuário com menos conhecimento diferenciar as opções, mas não apenas isso, será interessante ver como os OEMs lidam com um mercado de CPU que está se tornando mais fragmentado quando se trata de desempenho, funcionalidade, potência e design. Enquanto isso, há algumas deficiências relacionadas ao suprimento de  controladores de displays e outros componentes, fazendo com que os cronogramas possam mudar ou os portfólios se ajustem de acordo com a necessidade. Isso é tudo pessoal!

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Fonte: Anandtech
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