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Back 4 Blood parece promissor, mas o versus não me convenceu ainda

Jogamos o game em seu beta e batemos um papo com desenvolvedores!

11/08/2021 às 16:00 por Diego Kerber
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O sucessor espiritual de Left 4 Dead, o game Back 4 Blood da Turtle Rock Studios, está e aproximando de seu lançamento no dia 12 de outubro, e entre as várias sessões de testes que a desenvolvedora está preparando para ajustar o game, tivemos a oportunidade de participar do beta fechado e também de um sneak peak antecipado, que incluiu um bate-papo com Matt O' Driscoll, Líder de Produção na Turtle Rock.

Boa notícia: PCs mais fraquinhos vão segurar o game!

Nossos testes foram feitos em dois PCs, um notebook da Avell que recentemente publicamos a análise, o Avell A72 Liv, e um desktop equipado com um Core i9-9900K, 16GB de RAM e uma RTX 2070 Super. Testamos dois modos: a Campanha, com um gameplay PvE (jogadores contra AI do jogo) e o Versus, com um PvP (competitivo de jogadores contra outros jogadores). Também experimentamos em máquinas mais básicas, e temos uma boa notícia: vai dar pra rodar em PCs mais limitados, como dá pra ver no vídeo abaixo.

Começando pela Campanha, o jogo realmente grita que é Left 4 Dead 3. Os quatro jogadores passam por mapas enquanto são atacados por hordas de zumbis, tentando chegar com vida até a próxima sala segura. Sim, Left 4 Dead em sua essência.

A aposta nova é em um sistema de cartas para criar aleatoriedades para cada vez que os jogadores enfrentarem um mapa. Cada rodada você ganha uma nova carta para evoluir seu deck, com efeitos múltiplos que podem trazer bônus para você e sua equipe. Uma das mais úteis traz 1 de vida para cada abate do jogador quando ele está quase morrendo, algo que definitivamente "salvou o dia" nos momentos em que faltavam kits para curar.

No modo campanha vemos claramente como ele é um sucessor de Left 4 Dead, e como a mecânica das cartas pode transformar o gameplay

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Apear da parte central do jogo ser muito do que já era Left 4 Dead, a mecânica das cartas consegue adicionar algo de novo ao game. Tenho minhas dúvidas se os mais empolgados com a ação vão receber bem esse trabalho de curadoria de cartas, que é basicamente o extremo oposto de partir a cabeça de um zumbi com um porrete. Como alguém que transita entre Left 4 Dead e Magic The Gathering, achei interessante, mas não sei se funciona para todo mundo combinar as duas coisas.

O outro elemento que foi possível testar foi o modo Versus, e aqui ele se diferencia muito mais da proposta de Left 4 Dead. O jogo da Valve entregava basicamente a mesma experiência no modo campanha e competitivo, e Back 4 Blood segue um caminho bem diferente para o modo em que os jogadores se enfrentam.

O Versus em Back 4 Blood é composto por uma luta com o relógio. Os sobreviventes precisam aguentar o máximo de tempo a ataques de hordas de zumbis em uma área de jogo que fica cada vez menor, enquanto o outro time pode de tempos em tempos atacar com um monstro de sua escolha. Eventualmente os Contagiados vão vencer, pois cada horda é mais violenta que a anterior, e aí acontece uma inversão: agora o time dos Sentinelas joga como Contagiados, e vice e versa. Vence o round a equipe que conseguir ficar mais tempo viva, em uma partida no esquema melhor de três.

O modo versus ainda parece raso

E é nesse modo que senti menos firmeza no game. A parte técnica não ajudou muito, com várias partidas em que os times ficavam desbalanceados com jogadores a menos, mas mesmo nas que consegui fechar certinho os dois times, o jogo pareceu bastante "raso". Isso acontece porque diferente de L4D 2, em que os Infectados eram pré-definidos e os jogadores precisavam agir em equipe, explorando pontos críticos do mapa, em B4B cada um pode escolher o Contagiado que quiser. Ainda é relevante atacar em conjunto e no momento que as hordas estão mantendo os jogadores mais sobrecarregados, mas está longe do grau de refinamento que o "antecessor não oficial" trazia.

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Isso tudo pode ser resultado do atual nível de experiência dos jogadores, que ainda não dominaram as estratégias viáveis dos equipamentos dos Contagiados e dos Sentinelas, o balanceamento atual das cartas e dos especiais dos monstros ou mesmo uma mistura das duas coisas, e os próprios desenvolvedores não vem problema em falar isso. "Nós estamos criando vários recursos e opções que nem sabemos como irão interagir. Nós fazemos vários testes internos, mas é com os jogadores explorando que vamos descobrir o real potencial das mecânicas, e o que funciona e o que não funciona", nos explicou Matt O'Driscoll. "É para isso que faremos várias fases de testes Beta para que os jogadores possam testar, trazer seu feedback e possamos melhorar o jogo". 

Com uma filosofia de experimentação e as possibilidades de novas variações de habilidades para Contagiados e Sentinelas, o jogo tem bastante potencial

E é nesse ponto que vejo o maior potencial para Back 4 Blood. Os elementos básicos estão bons, como a mecânica de tiro satisfatória e a movimentação e ataques de alguns Contagiados, mas nesse estágio o jogo ainda parece ficar devendo mais diversidade, algo que pode acontecer facilmente com introdução de novas cartas, novos ataques aos monstros ou modos de competição entre jogadores. E a filosofia de desenvolvimento do game segue uma premissa promissora: "nós estamos criando uma caixa de brinquedos em que os jogadores podem experimentar com as mecânicas como quiser. O mais importante é que queremos que eles tão experiências diferentes em cada tentativa e que se divirtam", complementa O'Driscoll.

Back 4 Blood chega no dia 12 de outubro pra fazer a alegria das crianças de todos os tamanhos para Xbox Series X/S, Xbox One, PC (SteamEpic Store), PlayStation 5 e PlayStation 4. O game também já chega no Xbox Game Pass em seu lançamento.

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