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Call of the Sea é um belo indie de Xbox e PC que foi ofuscado por Cyberpunk 2077

Disponível no Game Pass, o jogo traz uma vibe que lembra Firewatch, capricha na história e possui gameplay cheio de desafios

20/12/2020 às 10:31 por Mateus Mognon
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Cyberpunk 2077 chegou arrasando quarteirão e está dominando as manchetes com suas polêmicas. O barulho do RPG futurista já era previsto e games como The Medium e Mechwarrior 5 sofreram com adiamentos para escapar do blockbuster da CD Projekt Red. O indie Call of the Sea, primeiro grande projeto do estúdio Out of the Blue, seguiu outro caminho.

O jogo publicado pela Raw Fury chegou ao mercado pouco tempo antes de Cyberpunk 2077, o que deixou o game fora do radar de muitos jogadores. Como tenho costume de desbravar o catálogo do Xbox Game Pass com certa frequência, acabei baixando o indie com outros títulos lançados no serviço, e felizmente tive o prazer de conhecer esse projeto único e que merece mais atenção.

Após cerca de seis horas de gameplay, o que já foi suficiente para zerar o game, confira nossas impressões com Call of the Sea para Xbox Series X no texto de estreia da coluna "Tem no Game Pass", em que traremos indicações de jogos presentes na assinatura para Xbox e PC.

História cativante e puzzles desafiadores

Call of the Sea é ambientado nos anos 1930 e acompanha a história de Norah, uma professora de artes que sofre com uma doença misteriosa. Seu marido Henry monta uma expedição e sai em busca de uma cura para a enfermidade em uma ilha isolada no Pacífico, mas acaba desaparecendo de maneira misteriosa.


(Imagem: Out of the Blue/Reprodução)

Somos apresentados à protagonista quando ela está em um barco, quase chegando à ilha em que Henry se perdeu. Com visão em primeira pessoa, o jogador acompanha os pensamentos da personagem, dublados pela talentosa e experiente Cissy Jones, e precisa explorar o local paradisíaco para encontrar pistas sobre a expedição perdida. 

A dublagem e o carisma de Norah já garantem a atenção do jogador durante a jornada solitária, mas o game realmente impressiona com a evolução da narrativa. A protagonista inicia sua aventura na ilha praticamente como uma dona de casa curiosa em conhecer um novo local, mas os mistérios carregam a história para lugares que lembram contos de H. P. Lovecraft e filmes de Guillermo del Toro, trazendo novas camadas para a personagem e seu relacionamento.

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(Imagem: Out of the Blue/Reprodução)

A narrativa não se alonga e, se você estiver motivado, dá para matar o game em aproximadamente em uma tarde. Apesar de curta, a história conta com reviravoltas que garantem momentos de surpresa e entrega um dos melhores finais que vivenciei nos games em 2020.

Gráficos e gameplay

Na parte de gameplay, Call of the Sea capricha ao entregar puzzles desafiadores, inclusive alguns que são complexos até demais. Como o jogo se passa em uma ilha tomada de mistérios envolvendo civilizações antigas, certos quebra-cabeças envolvem símbolos antigos e combinações que, vez ou outra, não ficam tão claras à primeira vista.


(Imagem: Out of the Blue/Reprodução)

Outro ponto que deve ser considerado na parte da jogabilidade é o ritmo do gameplay. Call of the Sea possui fases com cenários limitados e grande foco na exploração dos ambientes. Logo, o jogo é bastante compassado, o que pode desagradar algumas pessoas viciadas em ação contínua.

Os ambientes limitados e o foco na história e resolução de puzzles permitem que Call of the Sea entregue aos jogadores uma experiência gráfica de qualidade. A versão do game para Xbox Series X roda em resolução 4K, traz efeitos de traçado de raios e mira nos 60 quadros por segundo, o que garante um visual ao nível esperado da nova geração, mas que também pode ser alcançado em PCs de ponta. 

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(Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela)

O jogo conta com um estilo cartunizado, mas a história cheia de mistérios e o ambiente tropical conseguem aproveitar bem o direcionamento artístico. Os ambientes de Call of the Sea vão desde florestas densas até cenários submarinos, o que dá bastante material para o jogador fazer belas capturas de tela.

Call of the Sea serve pra mim?

Ofuscado por Cyberpunk 2077, o indie Call of the Sea é uma das melhores experiências originais que tive até agora no Xbox Series X, que ainda está bastante escorado na retrocompatibilidade e nas otimizações de jogos da geração passada. O jogo também está disponível no PC e Xbox One, e mesmo que os gráficos chamem a atenção, o grande destaque do game é a sua narrativa, que pode ser aproveitada tranquilamente em 30 fps e com visuais menos elaborados.


(Imagem: Mateus Mognon/Captura de tela)

A história contada em primeira pessoa e que acompanha os pensamentos da protagonista lembra bastante Firewatch, jogo lançado em 2015 que colocou o estúdio Campo Santo no mapa e fez a produtora ser adquirida pela Valve. A diferença é que Call of the Sea é um conto de mistério, com claras referências às obras de H.P. Lovecraft, mas com uma narrativa cheia de paixão e que lembra os longa-metragens de fantasia de Guillermo del Toro.

O pequeno universo de Call of the Sea é muito interessante e a caminhada de Norah tem potencial para cativar jogadores exigentes com sua evolução e um final impactante. Você só precisa ter paciência e estar disposto a enfrentar os puzzles que estão presentes na ilha em que tudo se passa.

Call of the Sea está custando R$ 34,99 na Steam e sai por R$ 74,95 no Xbox One, Xbox Series S e Xbox Series X. O jogo está disponível no Game Pass desde seu lançamento e, como se trata de uma experiência curta, pode ser explorado com facilidade somente com a assinatura.

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Assuntos
Colunas Games PC Games Xbox
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steam xbox series x xbox one xbox
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