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PowerColor RX 6600 Fighter - a mais barata RDNA 2 chega para disputa com a RTX 3060

Placa tem excelente eficiência, mas depende de preços competitivos para fazer sentido

17/10/2021 às 11:59 por Diego Kerber
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A AMD Radeon RX 6600 é a nova interação baseada na microarquitetura RDNA 2, dimensionando o chip para o menor tamanho que vimos essa tecnologia Radeon até o momento. Essa é a nova placa de entrada da família Radeon RX 6600, trazendo os principais recursos como aceleradores de Ray Tracing, alta eficiência energética e boa performance para 1080p.

Site oficial da PowerColor RX 6600 Fighter
Links de compra de placas Radeon RX 6600/XT

Essa placa chega para fazer frente a GeForce RTX 3060, com o mesmo preço de lançamento de US$ 329, se tornando a opção mais acessível da AMD com as novas tecnologias Radeon. Sempre bom lembrar que preços sugeridos pelas fabricantes e os praticados no mercado estão longe de ser algo próximo nesse contexto de desabastecimento atual. Recebemos um modelo intermediário, a PowerColor RX 6600 Fighter.

No momento da publicação dessa análise há algumas unidades da RX 6600 disponíveis por R$ 3.700, uma diferença perceptível dos R$ 4.500 praticados na RX 6600 XT e na RTX 3060, e pouco acima dos R$ 3.500 da RTX 2060.

AVISO IMPORTANTE: com o mercado atual impossibilitando qualquer comparação de preços, ficamos sem referências mínimas para recomendar ou não um produto. Por conta disso, não iremos mais distribuir selos e recomendações para produtos analisados até a situação normalizar, já que o custo é uma baliza fundamental de nossa interpretação sobre um produto. 


RDNA2

A RDNA2 chega com importantes saltos em performance e eficiência comparados à geração anterior. A AMD afirma que os novos chips baseados em RDNA2 conseguem entregar um salto de performance com o dobro de desempenho, e um salto de eficiência com até 54% mais performance por watt consumido.

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A nova microarquitetura da AMD ainda é baseada na mesma litografia de 7 nanômetros utilizada na RDNA de primeira geração, por exemplo. Os ganhos foram alcançados através de otimização de fabricação. O resultado é um consumo de energia até 50% menor para operar nas mesmas frequências das RDNA 1, ou no mesmo nível de consumo subir em 30% a frequência de operação.

Esses ganhos foram resultado de uma série de otimizações, como aumento de refinamento nas variações de frequência, clocks de operação mais altos, redesenho da pipeline, melhor distribuição de geometria e tesselação. Porém, sem dúvidas, uma das tecnologia que traz mudanças mais profundas é a Infinity Cache.

Com os ciclos de trabalhos cada vez mais pesados, a AMD usou uma abordagem diferente das memórias mais rápidas GDDR6X e interface maior das GeForce RTX 30. Trazendo a expertise da área de processadores com os chipsets, a AMD introduziu 128MB de memória atuando como um cache de nível 3. Trazendo um conceito parecido com o Infinity Fabric, presente nos Ryzen, essa tecnologia foi batizada de Infinity Cache.

Essa nova tecnologia também é em parte responsável pela maior eficiência energética das RDNA2, enquanto também reduz a latência em 34%, em média, comparada com as RDNA de primeira geração.

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Outra novidade importante é a introdução de hardware dedicado a acelerar o processo do Ray Tracing. Para isso, a AMD implementou um "Ray Acelerator" por unidade computacional, entregando até 10x mais performance que a implementação via software. Essas unidades tem o objetivo de calcular as intersecções do traçamento dos raios de luz, processo que é finalizado pelos shaders tradicionais das unidades computacionais. Com isso, ficam viabilizados efeitos como reflexos realistas e iluminação global dinâmica, com sombras e iluminação mais realista.

Além do Ray Tracing, as RDNA2 trazem suporte a recursos como o Variable Rate Shadding, que possibilita dedicar menos poder de processamento em partes da imagem; a introdução dos Mesh Shaders, uma implementação muito mais eficiente do uso dos recursos dos shaders; e Sampler Feedback, que usa dados do quadro anterior para determinar de forma mais eficiente como será o carregamento de texturas. Todos esses recursos somados são essenciais para melhor uso do hardware e para viabilizar gráficos mais aprimorados, com bom nível de desempenho.


A RX 6600

A RX 6600 segue no dimensionamento do RDNA 2 para produtos mais acessíveis. Enquanto a implementação máxima da arquitetura segue sendo as 80 Compute Units da RX 6900 XT, agora a Radeon RX 6600 entrega 28 CUs, uma redução de mais ou menos 10% comparado às 32 CUs da Radeon RX 6600 XT. Como a arquitetura RDNA 2 traz uma unidade aceleradora de Ray Tracing por CU, isso quer dizer que a 6600 XT também tem a quantidade reduzida para 28 unidades.

Outras reduções comparado ao modelo XT incluem também a porção da memória, com uma interface reduzida para 224GB/s, comparado aos 256GB/s da RX 6600 XT. Isso coloca ela em um retrocesso considerável na comparação da RX 5600 XT que atingia 288GB/s em uma interface de 192-bit, diferente dos 128-bit das RX 6600 e 6600 XT. Na quantidade, porém, há uma vantagem para a RX 6600, que vem equipada com 8GB GDDR6 versus os 6GB GDDR6 da RX 5600 XT.

Entre os destaques da arquitetura RDNA 2, e do dimensionamento de RX 6600, é sua eficiência. A AMD está recomendando uma fonte de 450W, um requerimento modesto de energia, além de prometer até 30% mais eficiência energética comparado a uma GeForce RTX 3060.

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Comparativos técnicos

Comparativo

Preços

Preço no lançamentoU$ 329,00 13/10/2021U$ 329,00 13/10/2021U$ 279,00 21/01/2020U$ 329,00 12/01/2021
Preço atualizadoU$ 329,00 13/10/2021U$ 329,00 13/10/2021U$ 279,00 21/01/2020R$ 4.999,00 20/07/2021

Especificações da GPU

Processo de fabricação7 nm 7 nm 7 nm 8 nm (Samsung)
PCI-Express bus4.0 4.0 4.0 4.0
ChipNavi 23 XL Navi 23 XL Navi 10 Ampere GA106-300
Clock do GPU1626 MHz1626 MHz1130 MHz1320 MHz
Clock do GPU (Turbo)2491 MHz2491 MHz1560 MHz1777 MHz

Especificações das Memórias

Tecnologia da RAMGDDR6 GDDR6 GDDR6 GDDR6
Interface de largura de BUS128 bit 128 bit 192 bit 192
Quantidade de RAM8 GB 8 GB 6GB 12 GB
Clock das memóriass1750 MHz1750 MHz1500/1750 MHz1875 MHz
Clock efetivo14000 MHz14000 MHz12000/14000 MHz15000 MHz
Largura de banda224 GB/s224 GB/s288/336 GB/s360 GB/s

Características Gerais

Shading Units1792 1792 2304 3584
TMUs112 112 144 112
ROPs64 64 64 48
Pixel Rate159.4 GPixel/s159.4 GPixel/s99.84 GPixel/s85.30 GPixel/s
Texture Rate279 GTexel/s279 GTexel/s224.6 GTexel/s199 GTexel/s
Performance de pontos flutuantes17.86 TFLOPS17.86 TFLOPS7.188 TFLOPS12.74 TFLOPS

Design

Pinos de alimentação1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 8 pinos 1x 8 pinos
Suporte à combinação de placasN/A N/A NÃO NÂO
Tipo de SlotDois slots Dois slots Dual-slot Dois slots
Comprimento da placa190 mm200 mm267 mm242 mm
TDP132 W132 W150 (TBP do GPU) W170 W
Fonte recomendada300 W300 W450 W450 W
Conexões de vídeo2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.1 2x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.1 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.0B 3x DisplayPort 1.4, 1x HDMI 2.1

Recursos

DirectX12 Ultimate 12 Ultimate 12.0 12 Ultimate
OpenCL2.1 2.1 2.0 2.0
OpenGL4.6 4.6 4.6 4.6
Shader6.5 6.5 6.4 6.5

Extras


Fotos

O modelo que recebemos da PowerColor é posicionado como uma placa intermediária dentro dos modelos com esse GPU, trazendo um sistema de cooler com dois FANs, sem backplate na parte traseira, e um conector de 8 pinos.

Em se tratando de conexão de vídeos, a PowerColor RX 6600 Fighter traz três DisplayPort e uma HDMI 2.1.


Sistema utilizado

Fizemos uma mudança em nossa plataforma de testes de placas de vídeo, agora baseada em um processador AMD Ryzen 9 5900X. Vários outros componentes de alto desempenho acompanham esse sistema, como SSDs NVMe e 32GB de RAM com frequência de 3200MHz (CL16). Abaixo algumas fotos da placa instalada em nossa nova bancada de testes para placas de vídeo:

Antes dos testes, detalhes da máquina, sistema operacional, drivers e softwares/games utilizados nos testes:

NOSSA MÁQUINA DE TESTES, APLICATIVOS E GAMES FORAM ATUALIZADOS EM MAIO DE 2021

Máquina utilizada nos testes:
- Processador AMD Ryzen 9 5900X
- Placa-mãe GIGABYTE X570 AORUS Xtreme
- Kit de memórias HyperX Predator RGB 32GB (2x16GB) 3200MHz CL16
- SSD Kingston KC2500 250GB + 2TB
- Sistema de refrigeração CM MasterLiquid ML360 V2 RGB
- Fonte de energia CM v1300W Platinum
- Gabinete CM MasterFrame 700 Personalizado

Sistema Operacional e Drivers:
- Windows 10 Pro 64 Bits
- AMD Catalyst Adrenalin 21.10.x

Aplicativos/Games:
- Adobe Premiere CC 2021 (renderização pela GPU)
- Blender (renderização pelo GPU)
- SPECviewpeft 13 (Solid Works/Maya, renderização pela GPU)
- 3DMark (Fire Strike Ultra / Port Royal)
- Assassin's Creed Valhalla (DX12)
- Forza Horizon 4 (DX12)
- Grand Theft Auto 5 (DX11)
- Rainbow Six Siege (Vulkan)
- Red Dead Redemption 2 (Vulkan)
- Resident Evil Village (DX12)
- The Division 2 (DX12)
- Watch Dogs: Legion (DX12)

GPU-Z
Abaixo a tela principal do GPU-Z mostrando algumas das principais características técnicas da placa.


Overclock

O overclock de placas de vídeo AMD as vezes incomoda, especialmente com modelos lançamento. Para o overclock dessa Radeon RX 6600 utilizamos o Afterburner em sua última versão combinado com o Radeon Software. Tivemos que fazer isso porque no Afterburner o clock das memórias ficava limitado, dessa forma utilizamos o Radeon Software para overclockar as memórias acima do máximo do Afterburner, que beleza não? Com o Radeon Software o clock do GPU em modo normal ficava abaixo de 1GHz, e a solução que achamos foi essa gambiara, ou seja, não faça overclock. 

Subimos o clock turbo do GPU de 2491MHz para 2750MHz. Já as memórias de 14GHz para 15.2GHz. Vamos ver se na prática a gambiará se justifica.

OBS.: Faça overclock por sua conta e risco. Overclock pode resultar em perda de garantia.


Consumo de energia

Começamos pelos testes de consumo de energia com todas as placas comparadas. Todos os testes foram feitos com o mesmo sistema, o que dá a noção exata do que cada VGA consome. Vale destacar que o valor é o consumo total da máquina e não apenas da placa de vídeo, que da uma noção de quanto um sistema completo consome. Comparações com testes de outros sites podem gerar resultados bem diferentes devido mudanças de sistemas utilizados.

Os testes consistem no consumo mínimo do sistema, quanto ele em modo ocioso após o teste de carga máxima, nesse caso rodando o 3DMark através do modo Fire Strike Ultra.

OBS.: No teste rodando o aplicativo 3DMark, consideramos de 5 a 10W como margem de erro, devido a variação que acontece testando uma mesma placa.


Temperatura

Mais um teste muito importante quando falamos de placas de vídeo, a temperatura do chip. Os testes consistem tanto com o sistema em modo ocioso como em uso contínuo.

É importante destacar que algumas placas possuem sistema que desliga os fans quando a GPU não está sendo exigida, como ao executar tarefas simples do Windows ou mesmo games mais simples. Por isso, existem temperaturas consideravelmente acima de alguns modelos nessa situação, mas que na prática não comprometem a placa. De acordo com as fabricantes, esse recurso aumenta o tempo de vida útil além de consumir menos energia. Sendo assim, podem existir diferenças grandes na temperatura do modo ocioso, o que não caracteriza uma placa ruim caso a temperatura seja alta.

Por que a placa ficou com temperatura menor quando overclockada?
Essa é uma situação normal nas placas atuais. A rotação dos FANs fica mais rápida e consequentemente fazem o GPU resfriar mais rapidamente, em alguns casos com temperatura menor do que em situação normal.

Por que a placa com sistema de cooler referência tem temperatura em modo ocioso menor que uma placa com cooler teoricamente melhor?
Porque placas de vídeo atuais com projetos de cooler mais recentes tendem a desligar os FANs quando a temperatura fica abaixo de números como 40, 45 ou mesmo 50 graus, assim quando os FANs ficam desligados a tendência é que a GPU não baixe a temperatura mais do que o limite que desliga os FANs.

As temperaturas podem ser mais altas em IDLE devido ventoinhas ficarem desligadas, ou em rotação mais baixa

Primeiro vamos ao teste das placas com o sistema em modo ocioso:

Para o teste da placa em uso, medimos o pico de temperatura durante os testes do modo Ultra.

OBS.: As temperaturas podem variar bastante de acordo com a região do país, sistema onde a placa está instalada e teste utilizado.

Abaixo algumas fotos da placa com uma câmera termal da Flir, mostrando a temperatura em algumas partes do corpo da placa:


Aplicativos

Com o aumento de aplicativos que tiram proveito do poder de processamento de GPUs, atualizamos nossa bateria de testes com alguns dos softwares mais importantes do mercado.

Adobe Premiere CC 2021
O Premiere da Adobe é referência mundial quando falamos em software para edição de vídeos, e que em suas últimas versões também tem aproveitado do benefício dos GPUs para ajudar a acelerar a renderização. Abaixo o comportamento das placas comparadas:

Blender
Outro belo teste para ver como se comporta a placa de vídeo na ajuda com o processo de renderização de imagens e vídeos. O Blender se destaca por ser de uso aberto e também atualizado com o que existe de tecnologias mais recentes no mercado.

SPECviewperf 13
A suíte de testes de aplicativos profissionais é composta por uma bateria abrangente de cenários que envolvem intenso uso de hardware para renderizar diversos usos, desde arquitetura, mineração e medicina. Rodamos dois testes, um com foco em performance em Maya e outro em SolidWorks.


3DMark

E se falamos em benchmarks, não poderíamos deixar de fora um dos mais icônicos testes do mundo, especialmente para desempenho de placas de vídeo, o 3DMark. Nossa bateria consiste em três testes, porém 2 deles mostram tecnologias que apenas modelos mais recentes de placas trazem, Ray Tracing (Port Royal) e DLSS (DLSS Feature Test).

Rodamos a versão mais recente do aplicativo da UL Benchmark (que comprou a Futuremark), sendo que todos os testes consideram a configuração padrão do perfil, sem mudanças. Abaixo, os resultados:


Testes em games

Agora vamos ao que realmente importa: os testes de desempenho em alguns dos principais games do mercado.

Para ajudar a entender os gráficos a seguir: acima de 60fps é o ideal para monitores que operam nessa frequência. Quanto mais próximo dos 30fps, pior vai ficando a fluidez e, abaixo dos 30, o jogo começa a ficar "não jogável"

Assassin's Creed Valhalla
Game de mundo aberto tem amplos cenários e um benchmark com boa quantidade de personagens e estruturas, tornando um desafio tanto para o processador quanto para a placa de vídeo. O jogo usa o motor Ubisoft Anvil, uma evolução do AnvilNext 2.0 presente na série desde o Assassi'ns Creed Unity. A versão usada em Valhalla no PC é baseado na API DirectX 12.


Forza Horizon 4
O game da Playground Games usa um motor gráfico próprio e, como exclusivo para sistemas da Microsoft, é totalmente desenvolvido para o DirectX 12. Esse game se destaca pelos excelentes gráficos e a capacidade de entregar bom nível de performance em múltiplos hardwares, inclusive alguns mais limitados.


Grand Theft Auto V
O jogo já é um clássico e após anos ainda segue firme como um dos games mais jogados. Baseado em DirectX 11, ele também traz uma noção de motores gráficos mais antigos baseados na ainda popular API da Microsoft. É um teste bastante exigente em processador, e memórias mais rápidas também tem impactos bastante perceptíveis. Para as palcas de vídeo modernas, já não é um grande desafio.


Rainbow Six Siege
O game da Ubisoft tem como pontos altos o uso da API de baixo nível Vulkan em sua implementação mais recente. Esse Esport demanda altas taxas de quadros para ser jogado de forma satisfatória, e costuma ser um dos games mais eficientes em alcançar esse desempenho em múltiplos componentes.


Red Dead Redepmtion 2
Game da RockStar, com belíssimos gráficos é uma boa referência para medir o comportamento das placas de vídeo. Nosso teste considera o game rodando sobre a API Vulkan, que se comporta muito bem tanto em placas AMD como NVIDIA.


Resident Evil Village
O game da Capcom usa a excelente RE Engine, motor gráfico que entrega resultados interessantes desde os hardwares high-end do PC quanto plataformas mais limitadas como o Nintendo Switch. O Resident Evil 8 traz como destaque cenários complexos e ricamente detalhados, com uso de Ray Tracing na iluminação dos cenários e com recursos como o FidelityFX disponíveis. Nos testes fazemos uma volta pelo Castelo Dimitrescu, uma das localidades mais pesadas e detalhadas do game.


Tom Clancy's The Division 2
The Division 2 usa um motor gráfico próprio desenvolvido pela Ubisoft Massive, lidando com cenários complexos e grandes quantidades de partículas na tela.


Watch Dogs: Legion
Game apoiado pela Nvidia é baseado no motor gráfico Disrupt e tem um amplo uso de tecnologias RTX, como o DLSS, e também possui o Ray Tracing, sendo acelerado tanto por hardware GeForce RTX quanto Radeon RDNA 2. Seu principal destaque é uma Londres futurista repleta de geometria e personagens, o que combinado com os efeitos de traçamento de raios de luz tornam um desafio e tanto rodar o game.


Gameplay em vídeo


Conclusão

A microarquitetura RDNA 2 mostra pontos fortes em seu redimensionamento feito na Radeon RX 6600, e sem dúvidas o mais perceptível é a eficiência. Com um consumo notavelmente mais baixo que outras placas na sua "balada de performance", ela também se sobressai com requisitos de fonte mais baixo que modelos rivais e antecessores.

Placa tem excelente eficiência energética e boa performance em rasterização

Outro ponto forte é sua boa performance em cenários de rasterização, com destaque para games em que a linha Radeon se sai bem como Forza Horizon 4 e Assassin's Creed Valhalla. Mas aí começamos a envolver outras tecnologias, como Ray Tracing, e o fiel da balança muda rapidamente. Mesmo em games com uma implementação mais "neutra" como Resident Evil Village, até a RTX 2060 salta a frente, e isso se replica em games mais proximamente apoiados pela Nvidia, como Watch Dogs Legion.

Isso coloca a placa em um cenário complicado. A RX 6600 XT com algo entre 15 a 20% de desempenho a mais em vários cenários, o que é uma diferença grande. A placa também ficou em desvantagem frente a RTX 3060 em boa parte dos testes, especialmente os que envolvem Ray Tracing, então só há sentido em comprar o modelo "não XT" se a diferença de preço ser suficiente para compensar essa perda de desempenho. Em aplicações profissionais ou pessoal de olho em RT, até a RTX 2060 entrega resultados melhores em alguns games e aplicativos, porém os 6GB de memória de vídeo já vem acendendo um sinal vermelho em alguns títulos recentes, mesmo em FullHD.

Maiores defeitos da RX 6600 é sua grande diferença de performance versus a versão XT e o desempenho fraco em Ray Tracing

Outro fator relevante é a interface de memória reduzida, algo que impacta em aplicações profissionais, onde ela pode até ficar atrás da RX 5600 XT em alguns testes, e especialmente em resoluções superiores. Não há muito sentido em ficarmos vendo o desempenho dessa placa em QuadHD ou especialmente em 4K, afinal não é o objetivo do modelo, mas ver a grande queda de performance em alguns games nos mostra o quanto a interface da memória de vídeo pode se tornar um gargalo desse modelo rapidamente, tornado ela inferior ao modelo da geração passada.

A Radeon RX 6600 é uma boa placa para FullHD, entregando boa performance em qualidade alta nessa resolução, porém suas reduções já tornam esse modelo pouco capaz de encarar RT. Pra quem não está muito interessado nessa tecnologia, ela se sai bem na tradicional rasterização e pode ser uma opção interessante caso apareça com um preço competitivo, já que o "degrau" de performance para a RX 6600 XT é grande, e apesar da placa se embolar em alguns cenários com a RTX 3060, em outros que envolvem tecnologias como Ray Tracing ou DLSS pode surgir uma grande lacuna entre as duas.

PRÓS
Excelente eficiência energética
Bom desempenho em 1080p e rasterização
Preço atual próximo da RTX 2060
CONTRAS
Diferença de performance grande comparado a RX 6600 XT
Pouco desempenho em Ray Tracing
Atrás das GeForce RTX em aplicações profissionais
Interface de memória bastante limitada
Pouca margem de overclock
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Assuntos
AMD Análises Hardware PC Games
Tags
placa de vídeo amd
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