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ANÁLISE: SSD PCIe 4.0 Cardea A440 da TeamGroup - um dos mais rápidos do mundo!

Como outros, SSD alcança até 7.000MB/s, mas são poucos os cenários com benefício prático

21/08/2021 às 11:05 por Fabio Feyh
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Recebemos para análise um dos SSDs mais rápido do mundo atualmente: o TeamGroup Cardea A440 em sua versão com 2TB. Essa linha possui apenas duas versões, 1TB e 2TB, ambas em formato M.2. Como maiores destaques, temos os tempos de leitura e escrita, 7000MB/s e 6900MB/s respectivamente (próximo ao limite das conexões PCIe 4.0 x4), e a possibilidade de colocar ou não um dissipador de calor.

Site oficial do TeamGroup Cardea A440

A linha Team Group Cardea A440 é baseada na "segunda geração" de SSDs NVMe PCIe 4.0, que subiram as velocidades de 5000MB/s para a casa dos 7000MB/s, com modelos um pouco acima. Esse novo padrão já utiliza o protocolo NVMe 1.4, diferente da primeira geração que utilizava o protocolo NVMe 1.3. É importante destacar que, para usufruir da velocidade dos modelos de SSD PCIe 4.0, é necessário ter um sistema compatível - tanto placa-mãe como processador.

A primeira geração de SSDs PCIe 4.0 alcança 5.000MB/s. A segunda ultrapassa 7.000MB/s

Em cenário internacional, o modelo de 1TB está custando US$ 250,00, e o modelo com 2TB US$ 540,00 - valores acima do que quando ele foi anunciado e reflexo da situação atual com preços inflados. No Brasil, o modelo de 1TB está custando, atualmente, R$ 2.200,00 , sendo que não encontrei o modelo de 2TB. Porém, considerando o preço internacional, pode chegar próximo aos R$ 5.000,00.


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Especificações

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O Team Group Cardea A440 traz o controlador Phison PS5018-E18, segunda geração do controlador da Phison para SSDs PCIe 4.0, agora baseado em NVMe 1.4. Como uma das principais novidades, temos as velocidades de até 7000MB/s para leitura e 6900MB/s para escrita, entre as mais rápidas do mercado.

Muito rápido, mas você precisa de hardware compatível

Os dois modelos são idênticos em relação ao seu formato, trazendo um dissipador caso o usuário queira melhorar um pouco a dissipação do calor gerado pelo SSD. Temos testes mostrando a mudança de temperatura com e sem o dissipador. As memórias são do tipo 96L TLC da Micron, consideradas de alta qualidade (como se espera para esse nível de produto).

Como acontece em muitas linhas de SSDs, a diferença de capacidade de armazenamento traz mudanças nas especificações técnicas, com o modelo de 2TB alcançando velocidades maiores, além de ter durabilidade de escrita de dados maior. O modelo analisado de 2TB alcança até 7000MB/s de leitura sequencial e 6900MB/s de escrita sequencial, enquanto o modelo de 1TB alcança 7000MB/s de leitura e 5500MB/s de escrita. Sobre leitura e escrita randômica, o famoso IOPS, ambos possuem 650.000 e 700.000, respectivamente.

Outro dado que muda e é muito importante é o TBW, uma métrica de durabilidade de escrita de dados de SSDs, com o modelo de 2TB possuindo 1400TBW e o modelo de 1TB, 700TBW - o que é muito alto e garante longevidade para o SSD.

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Em média, um SSD com 100TBW suporta 54GB/s de escrita por dia durante 5 anos

Abaixo, tabela comparativa entre o SSD analisado com alguns outros modelos do mercado.

Comparativo

Preços

Preço no lançamentoU$ 250,00 19/08/2021U$ 190,00 15/04/2020U$ 80,00 08/01/2020
Preço atualizadoU$ 250,00 19/08/2021U$ 190,00 15/04/2020U$ 80,00 08/01/2020

Características

Capacidades1TB, 2TB 1TB, 2TB 256GB, 512GB(cadastrada), 1TB
InterfacePCIe 4.0 x4 - NVMe 1.4 PCIe 4.0 x4 - NVMe 1.3 PCIe 3.0 x4 - NVMe 1.3
Interface de ConexãoM.2 2280 M.2 2280 M.2 2280
ControladorPhison PS5018-E18 Phison PS5016-E16 Phison PS5012-E12
Tipo das memóriasMicron 96L TLC 96L TLC Toshiba 64L TLC
Leitura Sequencial7000 MB/s5000 MB/s3400 MB/s
Escrita Sequencial5500, 6900 MB/s4400 MB/s2000 MB/s
Leitura Aleatória650.000 IOPS750.000 IOPS350.000 IOPS
Escrita Aleatória700.000 IOPS750.000 IOPS300.000 IOPS
Classificação de resistência700, 1400 TBW1800 TBW800 TBW
Garantia5 anos 5 anos 5 anos
Site oficialLinkLinkLink


Fotos

O formato do SSD é o tradicional M.2 2280. Uma característica diferente da maioria é que ele traz duas soluções de dissipação, ficando por conta do usuário decidir qual utilizar. A primeira: um termal pad básico. Já a outra, como já comentei, funciona com um dissipador bem mais parrudo, e que deve baixar a temperatura de fato. O lado positivo do dissipador não vir fixo é que proporciona a instalação do SSD em um notebook. Se a instalação for em um desktop, basta colocar o dissipador.

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Nas fotos abaixo, as duas soluções de dissipação instaladas - a primeira com o termal pad simples, que é colado por cima do controlador e dos chips NAND. Também o dissipador bem maior, que traz uma espécie de backplate que faz um sanduiche do SSD junto ao dissipador.

Também fiz um comparativo de fotos com 4 modelos de SSD M.4 PCIe 4.0 no mesmo formato, sendo o modelo Teamgroup A440, um Teamgroup Z440, um WD_Black SN850 e um Seagate FireCuda 520.


Sistema utilizado

Antes dos testes, aqui está a configuração do sistema utilizado, além de uma foto do SSD instalado na plataforma. Optamos por esse conector M.2 por ser uma posição tradicional e que está disponível em muitos modelos, inclusive em Mini-ITX. Sendo assim, é um cenário mais comum para tomar como base o teste de temperatura.

Máquina utilizada nos testes
- Mainboard Gigabyte X570 AORUS Master [análise]
- Processador AMD Ryzen 9 3900XT [análise]
- Placa de vídeo NVIDIA GeForce RTX 2080[análise]
- Memórias TeamGroup Create 3200MHz 128GB (4x32GB) [site oficial]
- SSD XPG Gammix S50 PCIe 4.0 2TB [análise]
- Fonte Thermaltake Toughpower 850W Gold [site oficial]

O SISTEMA NÃO RODA ANTI VÍRUS OU
APLICATIVOS QUE POSSAM INTERFERIR NOS TESTES

Sistema Operacional e Drivers
- Windows 10 Pro 64 Bits

Aplicativos/Games:
- AS SSD Benchmark 2.x
- ATTO Benchmark 4.x
- PCMark 10
- Battlefield V (DX12)
- BootRacer 8.x
- CrystalDiskMark 6.x
- DiskBench


Aplicativo e Firmware

O app SSD S.M.A.R.T. TOOL da Team Group traz informações sobre o SSD, junto com algumas ferramentas como função para atualizar o firmware quando disponível. Ele também traz uma opção de benchmark interna baseada no CrystalDiskMark, sendo uma forma útil para checar como está o desempenho do SSD e ver se ele está funcionando como deveria. Reparem que coloquei dois prints desse teste, nos quais, no primeiro, o resultado de leitura foi abaixo do esperado. Reiniciei o sistema e refiz o teste, dessa vez com os resultados certos.

Abaixo, tela do Crystal Disk Info com alguns detalhes técnicos do SSD analisado. Em seguida, gráficos comparativos:


Temperatura + FLIR

É importante destacar que em nossos testes não utilizamos qualquer dissipador ou solução que possa interferir a favor do SSD no quesito temperatura - se isso não vier com o SSD, logicamente. Com isso, visamos ter um cenário real para quem compra, apesar da mudança de temperatura que ocorre dependendo do sistema onde o SSD é instalado.

Trocar a conexão M.2 do drive na placa-mãe
pode resultar em mudança superior a 10º

Câmera termal FLIR
Antes dos testes pelo sensor de temperaturas, abaixo estão algumas fotos com a câmera termal FLIR ONE Pro. No caso do Team Group A440, preferi pegar as temperaturas da câmera sem os dissipadores, já que a câmera vai pegar a parte superior do dissipador, não dando uma noção exata do calor gerado sobre os componentes embaixo dele.

Reparem que a câmera mostra um aumento considerável da temperatura em modo ocioso e quando o SSD está em uso "pesado". Mas o dado mais curioso é quando colocamos em comparação a temperatura da câmera Flir e a temperatura do sensor do SSD, que fica bem abaixo da câmera - como será possível notar nos gráficos de temperatura posteriormente.

Das três conexões M.2 existente na mainboard que utilizamos, colocamos ele na conexão acima da placa de vídeo e próxima ao processador, por se tratar de um local comum em vários modelos que trazem apenas uma conexão, inclusive placas em formato Mini-ITX.


Testes sintéticos

AS SSD Benchmark
Começamos nossos testes com o AS SSD Benchmark, software específico para testes de drives SSD, HD etc.

O aplicativo faz uma série de testes em diversas situações de leitura e escrita e, no final, gera uma pontuação com a média entre todos os testes. Confiram abaixo:

ATTO Disk Benchmark
Outro famoso aplicativo para teste de desempenho de unidades de armazenamento é o ATTO. Vejam abaixo o comportamento dos modelos comparados:

CrystalDiskMark
Com o aplicativo CrystalDiskMark versão 6, outro muito famoso para testes de drives, optamos por utilizar dois resultados indicados pelos próprios desenvolvedores: o teste "SeqQ32T1" e o "4KiB Q32T1". Abaixo, os scores em modo leitura e escrita:

PCMark 10
Adicionamos os testes do PCMark 10 em nossa bateria. Utilizamos o teste Quick Storage que, após finalizar todo o processo, mostra um resultado em pontos como outros testes semelhantes.


Testes práticos

Carregando um game (Battlefield V)

Outro teste interessante é o carregamento de um game. Para isso, utilizamos o Battlefield V, com teste em cima do mesmo mapa que utilizamos em boa parte das nossas reviews de placas de vídeo. O conceito foi simples: medir o tempo que levou da hora que clicamos até a hora em que o gameplay começa. Porém, executamos o teste e depois carregamos novamente o mesmo mapa na sequência para ver como é o comportamento após o sistema já ter o mapa "pré-carregado" na memória.

A segunda vez que se carrega um mesmo mapa
demora o mesmo tempo em um SSD ou em um HD

Tempo de BOOT (Windows 10 Pro 64 bits)

Com o software BootRacer, medimos o tempo necessário para inicializar o sistema operacional, um dos principais atrativos de drives SSD.

O teste consiste no melhor resultado após três boots seguidos do sistema, considerando o tempo total até finalizar na área de trabalho com o score informado pelo aplicativo. Por isso, é mais lento do que o boot até mostrar a tela da área de trabalho.


Cópia de arquivo - SSD NVMe

Abaixo, os testes de desempenho em cópia utilizando um SSD padrão NVMe de alto desempenho para enviar e também receber. Sendo assim, tiramos o fator limitador de velocidade de um drive mais lento, como aconteceria com um HD padrão Sata3, já que o SSD utilizado, um Gigabyte AORUS PCIe 4.0, tem velocidade de leitura de até 5.000 MB/s e escrita de 4.400MB/s.

O teste utiliza o aplicativo DiskBench para o processo.

Para o cenário ideal em cópia, ambos os drives precisam ser rápidos

Drive analisado para RAMDisk (leitura)

Neste teste, copiamos os arquivos do drive analisado para um drive utilizando as memórias, com velocidade batendo os 10.000MB/s. Este seria o teste de leitura, já que ele não escreve nada no drive analisado.

RAMDisk para drive analisado (escrita)

Invertendo o processo, agora copiamos os arquivos do RAMDisk para o drive analisado, consistindo em um teste prático de escrita, já que os dados estão sendo gravados no drive. 


Conclusão

Mais um SSD muito rápido, entre os mais rápidos do mundo, alcançando incríveis 7000MB/s de leitura e 6900MB/s de escrita. Mas é mais um SSD que, mesmo sendo um dos mais rápidos do mundo, é difícil de acharmos um cenário ou uso prático que tire proveito de toda essa velocidade.

Começo logo falando dos testes. Quando falamos de cenários reais, como boot de sistema, carregar aplicações (seja um software ou um jogo) e mesmo cópia de arquivos, a diferença é praticamente nula ou bem baixa na grande maioria dos casos. Ai você me fala "Mas Fábio, nos gráficos de cópia de arquivos existe uma diferença de 30% entre um PCIe 4.0 de primeira geração como o Team Group Z440 e o de segunda geração A440, sendo o novo modelo mais rápido como se espera". Aí temos que considerar um detalhe muito importante: nós estamos utilizando um drive RAMDisk para receber e enviar os arquivos para o SSD analisado, justamente porque a velocidade desse tipo de solução não limita a velocidade do drive analisado, já que o conceito é que o outro drive seja tão rápido quanto. Caso contrario, o modelo mais lento vai ser o limitador.

SSD atinge 7000MB/s, mais de 11 vezes acima do Sata mais rápido

Em termos práticos, de nada adianta ter um SSD NVMe de 7000MB/s se vai copiar para um SSD Sata de 550MB/s. Por uma questão lógica, a velocidade vai ser limitada pelo drive mais lento - é assim com tudo: o mais lento limita o mais rápido em situações conjuntas, e aqui não é diferente.

Dito isso, para tirar proveito prático de um SSD tão rápido como o Team Group A440, você precisa de outro drive tão rápido quanto ele, já que, em situações como boot de sistema, carregar games e aplicações, tudo vai ser idêntico - não mudará nada. O que de fato muda é benchmarks, onde os aplicativos medem a real taxa de transferência de dados do SSD analisado. Mas, convenhamos, em casos como esse teste de benchmark sintético é meramente uma medida para mostrar onde o produto pode chegar. Em testes sintéticos na maioria dos casos se ficou próximo de seu limite, mas em alguns casos ele ficou atrás de outros modelos, como em testes 4K do CrystalDiskMark e até do PCMark 10, o que é bastante curioso.

DirectStorage é esperança de melhor uso de SSD ultrarrápidos em games

Ainda estou na expectativa se tecnologias como o DirectStorage do novo Windows 11 (que também deve ser aplicado ao Windows 10), farão diferença real diferença para esses SSDs mais rápidos, que já alcançam 7000MB/s em versões PCIe 4 e certamente darão um grande salto com a chegada do PCIe 5 em novas plataformas AMD e Intel nos próximos meses. Particularmente, sempre achei que não tem muito o que inventar nesse sentido. Um SSD PCIe 3.0 já faria o trabalho tanto em um PC quanto em um XBox Series S|X ou Playstation 5. Mas se as fabricantes dos hardwares, especialmente dos consoles, dizem que um SSD ultra rápido faz diferença, é esperar para ver se realmente isso vai acontecer.

Sobre especificações, além da velocidade de leitura sequencial de 7000MB/s e escrita sequencial de 6900MB/s no modelo analisado, também destaco o número de operações por segundos (IOPS), que é bastante alto, com 650k de leitura e 700k de escrita - porém, está abaixo do Z440, que era de 750k para leitura e escrita.

Talvez o fato dessa nova geração de SSDs PCIe 4.0 esquentar bem mais influencie diretamente em algumas especificações, como na durabilidade de escrita de dados. Todo SSD tem uma estimativa de vida quando se trata de escrita de dados, ou seja, quantos dados podem ser gravados em suas memórias até elas apresentarem problemas, e, quando falamos em bons modelos PCIe 3.0 e principalmente PCIe 4.0, essa medida atinge números como 800TBW ou bem mais. O modelo analisado tem 1400TBW, um número muito alto, mas abaixo dos 1800TBW do Z440, modelo da primeira geração PCIe 4.

Mais rápido, mas mais quente e com menor tempo de vída

Outro detalhe que gosto de destacar cada vez mais em minhas análises é que, com o passar do tempo, fui virando cada vez mais prático, ignorando muitas vezes o que especificações falam para ver se na experiência de uso tenho diferenciais. No caso de SSDs, eu sempre reforço: primeiro de tudo, você precisa de um SSD. É obrigatório para uma boa experiência na usabilidade de um computador. Na verdade, é obrigatório e ponto - não tem mais como viver sem.

O que eu quero dizer com isso é que não ligo muito mais para alguns dados técnicos que no final das contas não farão diferença. Considerando que compre um produto de uma marca que presa por um bom nível de qualidade e construção e entregue garantia dentro do padrão das boas marcas, a experiência de uso é o que importa.

Outro ponto bem importante a ser destacado é que SSDs PCIe 4.0 precisam de placas-mãe e processadores compatíveis, ou seja, dependendo o componente que você tem, pode não conseguir alcançar o desempenho máximo desses SSDs mais rápidos, é importante se informar antes, caso contrario pode pagar por algo sem poder usar os benefícios da diferença de valor que pagou.

PRÓS
Os tempos de leitura e escrita mais rápidos do mercado atualmente
Dissipador que acompanha o SSD diminui bastante a temperatura
5 anos de garantia
CONTRAS
Preços altos e bem acima de modelos PCIe 3.0
Esquenta mais que os primeiros SSDs PCIe 4.0, e com TBW inferior
SSDs desse nível se mostram melhores em poucos cenários práticos
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Assuntos
Análises Hardware PC Games Tech
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